O consumo de vinhos durante os primeiros meses da pandemia mostra que o mercado passa por um crescimento exponencial. Assim, tem impulsionado, especialmente, o setor produtivo do Brasil. Marcas nacionais em evidência e varejo vendendo bem é o “casamento” ideal para os lojistas explorarem a categoria em tempos de crise.

O consumo da bebida alcoólica nas casas brasileiras aumentou 10,9% no primeiro trimestre deste ano se comparado ao ano passado. As informações são de um levantamento feito pela Ideal Consulting.

O comércio online também não ficou atrás. Na primeira quinzena de abril registrou alta de 36% no número de pedidos em relação à primeira quinzena de março. Isso conforme dados da Nuvemshop.

O especialista em vinhos e colunista da Veja São Paulo, Marcelo Copello, chegou a divulgar uma pesquisa em suas redes sociais para aferir essa tendência “sazonal” do mercado brasileiro de vinhos. Conforme o questionário aplicado com cerca de 1 mil usuários, 63% confirmaram uma tendência no aumento do consumo.

O canal de compra líder, respondido pelos seguidores do sommelier, é o segmento das grandes redes varejistas. Mas também houve grande aumento na aquisição via canais online.

Oportunidade para vender mais

A partir desse cenário de alta demanda em razão da pandemia, o comércio varejista acende o alerta para explorar a categoria. Dessa forma, conseguir incrementá-la na lista de “plano B” para gerenciar os negócios durante a crise.

É possível vislumbrar uma margem boa de lucro. Para isso, a loja precisa ter estoque moderado para atender a clientela. Além disso, oferecer mecanismos para que esses itens sejam destacados.

Criar um ambiente ou ilha especial para os vinhos ou direcionar os consumidores até eles são alternativas para impulsionar as vendas. Criar ações promocionais, quando possível, também funciona.

Analise os produtos disponíveis na prateleira, varie as marcas e dê mais destaque para aqueles com maior saída. No entanto, aproveite para evidenciar em um mesmo espaço aqueles itens de rótulos secundários ou, ainda, bebidas correlacionadas como espumantes e outras bebidas para estimular a venda dessas categorias também.

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Vinhos na cestas de compras

Um estudo realizado pela consultoria Kantar revelou que os consumidores brasileiros estão moldando seu comportamento de compra. Ou seja, 75% dos entrevistados afirmaram que começaram a comprar em mercados mais próximos de casa. O principal motivo é evitar aglomerações de pessoas usualmente existentes em supermercados e hipermercados.

A pesquisa também mostrou que com a mudança no hábito de consumo do brasileiro, os produtos adquiridos também tiveram mudanças na pandemia. Conforme a Kantar, no pré-isolamento a preferência foi por produtos de limpeza e alimentos. Logo no fim de abril, a cesta de alimentos e bebidas se destacou e o setor de higiene e beleza passou a não ser prioridade.

Na semana de 4 de maio, em comparação com a de 9 de março, os brasileiros preferiram opções mais indulgentes dentro de casa. O consumo de produtos das categorias de doces e bebidas alcoólicas cresceu. Destaques para leite condensado (61%), creme de leite (45%), cerveja (42%) e leite (39%). Já os itens que registraram queda de vendas foram queijo, fraldas e frangos.

O levantamento aponta que o fechamento de bares, restaurantes e lanchonetes impulsionou a compra de cervejas, que cresceu 9% durante os finais de semana no primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. Já o consumo de vinhos subiu 19% durante a semana e 6% aos sábados e domingos.

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