As vendas para o Natal registraram a segunda alta consecutiva e o melhor resultado dos últimos quatro anos. Os dados registrados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil apontam crescimento de 2,66% no faturamento em relação ao ano passado, das vendas a prazo.

O período tomado como base da pesquisa foi de 4 de dezembro ao dia 24. As vendas nessa modalidade atingiram aumento de 2,13% em 2017 e baixa de -2,29% no ano anterior, -4,16% em 2015 e -8,3% no ano de 2014. Os resultados comprovam a recuperação gradual do setor varejista e o otimismo dos consumidores brasileiros.

“Após um período de retração da economia, observa-se uma perspectiva positiva do cenário pós-eleições, que estimulou muitos consumidores a irem às compras neste Natal”, avaliou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O gasto médio do brasileiro com o total de presentes na principal data para o comércio ficou e R$ 115,9. A previsão era de que a data movimentasse cerca de R$ 53,5 bilhões na economia.

Shoppings

O setor de shoppings também comemora o momento de alto e dá grande contribuição para o desempenho do varejo. Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), as vendas cresceram 5,5%. Entre os itens mais procurados para época natalina em centros comerciais foram perfumes e cosméticos, celular e smartphone, além de eletrônicos e eletrodomésticos.

Segundo o balanço da Alshop, em todo o ano o varejo de shopping cresceu 6%, com um faturamento de R$ 156,3 bilhões. Os segmentos que mais cresceram foram perfumaria e cosméticos (8%), eletrodomésticos (6%), celulares e smartphones (6%) e eletroeletrônicos (5%).

Em todo o ano, o varejo de shopping cresceu e o segmento que mais se destacou foi o de perfumaria e cosméticos, com 8%
Em todo o ano, o varejo de shopping cresceu e o segmento que mais se destacou foi o de perfumaria e cosméticos, com 8%

E-commerce

O varejo online pontuou alta de 13,5% no período ante o ano anterior com um faturamento superior a R$ 9,9 bilhões. Os dados são da Ebit|Nielsen e mostram ainda que o número de pedidos pela internet cresceu 5,2%. O tíquete médio ficou em R$ 493 e representou um crescimento de 8% na comparação com o Natal de 2017.

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