As atenções mundiais se voltam para o País com o alerta para os impactos da pandemia causada pela Covid-19. Do outro lado o varejo, um dos setores econômicos mais afetados pela crise, vem se transformando diariamente, incluindo os varejos de bairro, para atender aos novos perfis de consumo.

Muitos brasileiros passaram a se conscientizar mais sobre as medidas de biossegurança orientadas pela classe médica e científica, além do poder público, para evitar o contágio da doença. Isso inclui o distanciamento social e evitar locais com maiores chances de aglomeração de consumidores.

Oportunidade para os pequenos varejos de bairro, que passaram a receber uma atenção maior dos clientes, que antes recorriam aos grandes centros comerciais. Um estudo realizado pela consultoria Kantar revelou que o Brasil segue uma tendência de consumo que ocorre na China durante o cenário pandêmico.

De acordo com a pesquisa, os consumidores brasileiros estão moldando seu comportamento de compra e 75% dos entrevistados afirmaram que começaram a comprar em mercados mais próximos de casa, evitando assim, as aglomerações de pessoas usualmente existentes em supermercados e hipermercados.

Foram mais de 2 milhões de famílias que começaram a comprar nos pequenos varejos, no primeiro trimestre deste ano em comparação com o último de 2019. Destes, mais de 1,2 milhão comprou em varejos tradicionais e mais de 200 mil em varejos de bairro. Para 60,2% dos entrevistados, a mudança deve-se à necessidade de evitar aglomerações, 59,6% a fizeram para não ter grandes deslocamentos, enquanto 53,5% a justificam pelos preços acessíveis.

Menos gastos

Em razão da situação econômica incerta com o cenário crítico, o levantamento também identificou que o consumidor brasileiro está mais consciente quanto aos gastos. Sendo que 77% informou que presta mais atenção nos preços dos produtos e também nas ações promocionais.

O relatório ainda reforça que essa mudança no comportamento de compra representa maior desafio para as marcas que precisam ser competitivas para atrair a atenção do shopper em um canal de vendas mais pulverizado.

Além disso, 68% dos entrevistados indicaram a preferência por fazer pagamentos por meios eletrônicos, como cartões de créditos e aplicativos de smartphone, ao invés de pagar em dinheiro.

E-commerce

A pandemia fortaleceu o comércio varejista online. Na China, nos dois primeiros meses do ano, o e-commerce teve crescimento de 22%. Enquanto isso, os brasileiros também passaram a perceber que comprar online, se antes não era uma prática, agora é mais prático, seguro e pode garantir uma melhor experiência de compra.

O estudo da Kantar mostrou que 54% dos brasileiros entrevistados consideraram as compras online uma experiência mais positiva que a compra em loja física.

No entanto, outros ainda veem a situação com cautela uma vez que 24% dos consumidores informaram que ainda consideram comprar online desafiador.

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Cestas

A pesquisa também mostrou que com a mudança no hábito de consumo do brasileiro, os produtos adquiridos também tiveram mudanças na pandemia. Segundo a Kantar, no pré-isolamento a preferência foi por produtos de limpeza e alimentos, já que muitos estavam em busca de fazer uma grande estocagem. Logo no fim de abril, a cesta de alimentos e bebidas se destacou e o setor de higiene e beleza passou a não ser prioridade.

Na semana de 4 de maio, em comparação com a de 9 de março, os brasileiros preferiram opções mais indulgentes dentro de casa. O consumo de produtos das categorias de doces e bebidas alcoólicas cresceu. Destaques para leite condensado (61%), creme de leite (45%), cerveja (42%) e leite (39%). Já os itens que registraram queda de vendas foram queijo, fraldas e frangos.

O levantamento aponta que o fechamento de bares, restaurantes e lanchonetes impulsionou a compra de cervejas, que cresceu 9% durante os finais de semana no primeiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. Já o consumo de vinhos subiu 19% durante a semana e 6% aos sábados e domingos.

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