O varejo está reduzindo a quantidade de produtos e categorias nas lojas com o intuito de evitar ruptura. Foi o que mostrou uma análise da Nielsen comparando os principais canais do setor neste ano em relação a 2020.

De acordo com o estudo, mais de centenas de categorias apresentaram redução na quantidade de itens nas gôndolas e estoques dos atacarejos, supermercados grandes, supermercados de menor porte, hipermercados e também no varejo farma.

As mudanças impactaram até categorias de alto giro como as de chocolate em pó, álcool, arroz, café, cervejas, desinfetante, leite asséptico e refrigerante.

As categorias de antissépticos para as mãos – destaque para o álcool em gel – e carnes congeladas representaram os únicos itens com incremento em todos os canais analisados neste ano.

Canais

A sondagem da Nielsen mostrou que os supermercados tiveram a maior redução em 240 categorias quando em lojas de bairros e, cerca de 238, nas lojas maiores.

Os hipermercados, por sua vez, também tiveram decréscimo no número de SKUs, no entorno de 227 categorias. A diminuição nos atacarejos foi em 205 categorias.

Segmentos impactados

A quantidade inferior de itens nas gôndolas foi sentida principalmente nos itens de mercearia, impactando de uma a cada quatro categorias, e em higiene e beleza, onde o mix foi reduzido em mais de 16% das categorias. No caso dos hipermercados, essa redução foi 18,5%.

A categoria de bebidas também sentiu a redução. Em supermercados de maior porte, o percentual foi de 10,9% enquanto nos atacarejos o índice chegou a 13,2%.

Cervejas têm ruptura histórica

As cervejas são um caso à parte. Conforme noticiamos no mês passado, a falta do produto nas gôndolas do varejo alimentar nessa reta final do ano superou a maior série histórica. A empresa Neogrid apresentou um levantamento que mostra que, em outubro, a ruptura da subcategoria foi 18,92%.

O principal problema foi o fornecimento de vidro e lata para a confecção das embalagens e a precificação da cerveja. O preço médio do produto, segundo estimativas, subiu 12% entre agosto e outubro deste ano. O tíquete médio também manteve a alta de 19,3% nos meses analisados.

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