O setor supermercadista é só alegria! Como esperado, o ano de 2020 foi favorável para o segmento que se encaixa nos serviços essenciais para a sobrevivência humana e, por isso, não foi afetado pelas restrições geradas pela pandemia. O varejo alimentar fechou o ano com crescimento de 9,36% nas vendas.

A estatística é da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) com base no Índice Nacional de Vendas entre janeiro e dezembro, comparado ao mesmo período de 2º comparativo com dezembro do ano anterior.

Valor da cesta também aumentou

A entidade também faz a mensuração da cesta composta pelos 35 produtos mais vendidos nos supermercados, incluindo alimentos em geral, cerveja, refrigerante, itens de higiene, beleza e limpeza doméstica.

Chamada Abrasmercado, a cesta também registrou alta de 2,88% em dezembro passando de R$ 617,24 em novembro para R$ 635,02. No acumulado dos 12 meses, o valor da cesta subiu 21,57%.

Embora todas as regiões registraram aumento no preço da cesta, a região Sul do Brasil foi a que apresentou a maior variação (4,01%), saltando de R$ 664,84 para R$ 691,47.

Geração de emprego

De acordo com a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o varejo alimentar criou mais de 18 mil vagas em todo o Brasil em dezembro, 76,5% maior que o mesmo mês em 2019.

Os supermercados do Estado de São Paulo foram os que mais geraram empregos, chegando a ofertar 4.562 mil novas vagas. O número é quase que o dobro de Minas Gerais (2.449), o segundo melhor colocado.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CAGED / APAS – Considera Mini, Super, Hiper, Atacado/Atacarejo e Hortifrutis/Sacolão

Otimismo à vista

De acordo com vice-presidente da Abras, Marcio Milan, os supermercados foram beneficiados pela mudança geral no comportamento do consumidor, que precisou mudar os hábitos e ficar mais em casa. Consequentemente, houve aumento no consumo para os itens do lar.

Além disso, os incentivos do governo, como o auxílio emergencial, ajudaram a injetar bilhões na economia e grande parte desses gastos foi direcionada para o varejo alimentar, amenizando os reflexos sofridos em 2020.

“Mesmo com os números positivos, o ano passado foi desafiador para o setor, que viu seu custo operacional subir devido à alta do dólar, da inflação e da reestruturação das lojas para garantir os protocolos de segurança de colaboradores e clientes”, comentou Milan.

A projeção do setor para 2021 também é otimista, com uma alta de 4,5% em média, confiando na agenda econômica nacional e da retenção da pandemia, com o avanço da imunização em todo o país.

Mais exigente e mais seletivo

Importante se atentar ao perfil do novo consumidor porque esses novos hábitos e a forma como ele se porta no processo de compras já são sinal do que vem por aí. O consumidor está um pouco mais exigente e, por estar também bem mais conectado, se torna mais seletivo. Ele pesquisa e compara mais os produtos, mas ele também não quer ficar muito tempo no ponto de venda, até pelos receios do contágio do novo coronavírus também.

Apesar do início da vacinação, os especialistas sanitários apontam que estamos longe de erradicar a Covid-19 no Brasil. Pensando nisso, os supermercados devem conseguir oferecer soluções para as necessidades do shopper e não, simplesmente, “vender o produto”. A loja precisa ser um ponto de referência e um espaço de experiência para ele.

Garantir uma boa gestão e organização do mix, criando de fato soluções efetivas, para que o consumidor consiga fazer uma compra rápida, segura e sem arrependimentos.

O alinhamento da marca com as questões de saúde, meio ambiente e responsabilidade social é ainda uma forte tendência para 2021. Mostre para o seu público que esses valores são priorizados pela loja e o conforte.

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