De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 213 milhões de habitantes. O varejo precisa ficar atento ao público de todas as faixas etárias como potenciais clientes, mas um mercado que tem dado bastante retorno é o da terceira idade.

Em 2021, esse público já representa 14,66% da população brasileira, ou seja, mais de 31 milhões de pessoas acima de 60 anos. Estimativas do próprio IBGE mostram que os idosos representarão 19,16% dos 225,83 milhões de brasileiros em 2031. Serão mais de 43 milhões no mercado daqui 10 anos.

Conforme dados da Federação Brasileira de Farmácias (Febrafar), o faturamento do setor em 2020 foi de R$ 120,54 bilhões, um aumento de 15,6% em relação ao ano anterior. O destaque foi para os suplementos vitamínicos, que tiveram um crescimento de 47,9%, muito por causa da busca pela prevenção de doenças.

Diante dessas informações, é importante pensar nesse nicho de mercado, ainda mais quando falamos no setor de Farmácias. Lembrando que dentro desse universo de pessoas da terceira idade, há diversos perfis que precisam ser trabalhados.

Desde o atendimento mais personalizado, exposição de produtos específicos para esse público, acesso a estacionamento, preço, entre outros quesitos que foram muito bem trabalhados no webinar Categorias para a melhor idade, realizado pela Universidade Martins do Varejo.

Terceira idade nas Farmácias

O Estudo Mercado Sênior nas Farmácias, da Febrafar, aponta que 91% dos entrevistados se guiam para comprar medicamentos a partir dos preços. Mas esse não deve ser o único diferencial.

Conforme a Febrafar apresentou, há outros indicadores interessantes sobre experiências de consumo das pessoas acima de 60 anos. Entre eles fatores de insatisfação quanto ao tratamento recebido: 85% deles reportaram não ter recebido um atendimento preferencial e/ou diferenciado pelos atendentes.

“O estudo mostra que em poucas situações esses consumidores perceberam a presença de cadeiras nos estabelecimentos, por exemplo. Ponto importante é que se constata que o público sênior, mesmo com a pandemia, ainda prioriza a compra de forma presencial (91% dos entrevistados), sendo que apenas 16% usam WhatsApp e apps e 14% telefone”, aponta o presidente da Febrafar, Edison Tamascia.

De olho nos idosos

Um dado relevante para o setor de Farmácias é que 67% deles costumam pagar os medicamentos que compram. Já 29% retiram na rede pública e só para 4% os medicamentos são comprados por parentes.

Entre os produtos mais comprados, os medicamentos genéricos foram adquiridos por 66% dos entrevistados. Na sequência aparecem os medicamentos de marcas, com 42%, e os não medicamentos, 27%.

Outra informação ainda mais relevante é que as pessoas da terceira idade estão de olho nas farmácias de bairro e não nas grandes redes.

Aproveite para assistir ao Webinar citado acima e no FalaMart você confere um texto bem legal sobre atendimento ao idoso nas farmácias.

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