As mudanças pelas quais o varejo físico vem passando para sobreviver em alguns setores já estavam sendo sentidas. Mas agora, depois de mais de um ano de pandemia, já é o momento de se pensar os novos rumos do consumo brasileiro. O modelo híbrido já se mostra como uma das alternativas mais viáveis. E essa opção  vai de encontro com as preferências de um público importante: a geração Z.

Esse modelo híbrido nada mais é do que o que já vem acontecendo no mundo todo com o ensino e as atividades econômicas, que passam a ser feitas tanto de forma remota, como presencial. No varejo não é diferente.

Os consumidores que se adaptam rapidamente ao cenário pandêmico já podem optar por comprar no ponto de venda ou direto pelas redes sociais da loja, e-commerce ou aplicativos. E mesmo no ambiente virtual, a ideia é que as compras também sejam instantâneas com um prazo mínimo de entrega.

Esse público mais jovem engloba as pessoas que nasceram de 1995 até 2010 e corresponde a cerca de 20% de toda a população brasileira. É um público consumidor naturalmente digital, uma vez que já nasceram imersos ao mundo tecnológico, de internet, chats de conversas e redes sociais.

A geração Z busca interagir com o varejo físico e digital ao mesmo tempo. O comércio, em contrapartida, precisa promover essa integração para ganhar o cliente. Além disso, buscar sempre se atualizar sobre as inovações do mercado, em qualquer que seja o nicho.

A nova realidade

O relatório Tendências e a nova realidade: 1 ano da pandemia foi divulgado recentemente pela KPMG e vem de encontro com essas novidades. O estudo mapeou os desafios e tendências dos canais farma, alimentar e também o varejo online.

Para se adaptar ao que está por vir, o estudo sinalizou que as lojas vão precisar ser mais claras no propósito da marca. Além disso, demonstrar maior preocupação com o cliente e com o meio ambiente.

Aos modelos de negócio consolidados será necessário reduzir o espaço físico para expandir a loja para o campo digital com vitrines/catálogos virtuais.

As interações pessoais já mudaram. E nem todos vão voltar ao varejo físico de forma imediata, porque vão continuar evitando aglomerações. Ponto para os lojistas digitalizados que continuarão em ascensão se trabalharem em seus canais bons conteúdos e estratégias de marketing eficientes.

As compras via aplicativos também terão ainda mais destaque por meio de vídeos e conteúdo produzido pelos influenciadores digitais. A digitalização dos pagamentos e novas políticas de entrega ou devolução, como o caso da primeira troca grátis, também já estão contando muito nesta “nova realidade”.

Tendências que vêm para ficar

O varejo alimentar e farmacêutico precisam se atentar para algumas particularidades. Para atender a esse público mais digitalizado e antenado às mudanças, é necessário entender que o canal online é o grande protagonista.

As vendas convencionais não são mais o único foco. E a sobrevivência dos negócios está diretamente ligada ao comércio digital, mesmo em se tratando de atividades essenciais. A propósito, são nos itens essenciais que o consumidor vai concentrar os maiores gastos.

As lojas vão precisar adotar um novo layout que junte o físico e o online, consolidando esse varejo híbrido que já é uma realidade.

O cliente deverá ser o centro do planejamento e das decisões. Por isso os feedbacks e respostas rápidas no campo virtual e físico serão importantes para satisfazer as necessidades do público.

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