Segundo maior do país em número de pequenos negócios, o setor de minimercados segue avançando. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a abertura de empreendimentos enquadrados nesta categoria (que engloba mercearias e armazéns), chegou a 415 mil no final de 2021.

No comparativo com 2020, o aumento foi de 13,6%. A maior parte dos empreendimentos foi registrada por microempreendedores individuais (MEIs).

Além disso, o Sebrae apurou que o segmento já representa 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e representa 35% das vendas do setor supermercadista. A pandemia e a inflação são apontadas como fatores de influência nesse desempenho. Com o menor poder de compra e a digitalização do varejo, o formato de atendimento mais local foi beneficiado.

Em 2018, foram formalizados 38,1 mil de pequenos novos negócios no setor. Três anos depois, o número de formalizações ficou em 56,4 mil.

Outro dado importante: um número menor de MEIs encerraram as atividades no último ano. Enquanto, 40,2 mil pequenos negócios não sobreviveram em 2018, menos de 20 mil fecharam em 2021, em mais uma demonstração da retomada que o segmento teve.

Setor supermercadista em alta

Em março, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também divulgou pesquisa sobre a força supermercadista. Conforme esse levantamento, 54,09 mil novos pontos foram abertos em 2021, entre hipermercados, supermercados e minimercados.

Ao Estadão, o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes, observou que o resultado reflete o consumo doméstico, que ganhou prioridade com o isolamento social imposto pela pandemia.

Conforme a consultoria Kantar, o pequeno varejo conquistou 7,6 milhões de lares em 2021. As compras por conveniência foram o carro-chefe, representando 23,6% dos gastos no país em canais de compra de bens de consumo massivo.

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