As mudanças nos hábitos do consumidor interferem diretamente no desempenho do varejo alimentar. Isso não é nenhuma novidade, não é mesmo?! O novo mesmo é que fazer refeições em casa está mais forte do que nunca.

Antes mesmo da pandemia, o comportamento de consumo já sinalizava para uma preocupação de ficar mais em casa. Além disso, de reduzir cada vez mais os gastos com as refeições em restaurantes. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já havia identificado isso em um estudo divulgado no segundo semestre do ano passado.

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), referente aos anos de 2017/2018, feita com quase 58 mil domicílios do país, apenas 36,5% das casas ainda tinham o costume de comer fora.

Dado que apresenta baixa na comparação com o mesmo estudo feito entre 2008 e 2009, quando 40,2% das famílias brasileiras responderam que comiam fora de casa com maior frequência.

Refeições em casa, uma tendência mundial

Com a pandemia, o hábito das refeições em casa se fortaleceu ainda mais e se tornou um marco para o consumo mundial. Em outro levantamento, realizado pela empresa KPMG, a conclusão foi de que após o fim das medidas restritivas a maioria dos consumidores (67%) pretendiam manter o hábito de consumir ou preparar as próprias refeições em casa.

Entre os principais motivos para favorecer o cenário estão a alta dos serviços de entrega por aplicativo. Além disso, a redução de gastos e, consequentemente, a necessidade de preparar a própria comida em casa. Bom para o varejo alimentar que despontou ainda mais para atender a maior demanda que cresce nos últimos anos.

Loja preparada, é lucro na certa!

E se o supermercado acaba se beneficiando é preciso se preparar e reforçar o mix, não é mesmo? O Portal Vitrine do Varejo separou algumas tendências para te ajudar a atrair esse consumidor e lucrar com as vendas. Confira:

  • Alimentos para a viagem: consultores de varejo orientam que o momento também é de apostar na demanda de alimentos para a viagem. A loja pode oferecer alimentos que garantam a refeição completa do consumidor, até a sobremesa;
  • Saúde: a preocupação com a saúde também é prioridade para os consumidores brasileiros. Atente-se para que seu mix oferte itens que sejam saudáveis;
  • Marcas Próprias: outra tendência são os produtos de marcas próprias. Eles podem ser até 25% mais baratos do que os de marcas tradicionais, com qualidade igual ou até mesmo superior a itens de nome no mercado;
  • Mix Diversificado: aposte inicialmente em um mix diversificado e com categorias que, de preferência, tenham sempre duas a três opções de marcas pelo menos, da premium a uma segunda linha. Até porque, em tempos de crise, você precisa considerar os variados públicos da loja;
  • Preço: o consumidor pesquisa mais, compara mais e na maioria das vezes o preço tem sido determinante para não pesar tanto o orçamento familiar;
  • Redes sociais: por fim, aposte em novas estratégias e nas redes sociais para manter o seu cliente sempre dentro da loja.

Tendências citadas agora é a hora de agir! Não esqueça que a UMV tem consultores especializados para te ajudar.

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