A rastreabilidade de frutas, legumes e verduras (FLV) já é uma realidade e o varejista precisa estar atento. Regulamentada em 2018 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), trata-se do conjunto de procedimentos para identificação, origem e movimentação dos hortifrutis pela cadeia produtiva até chegar no consumidor.

“É lei. Era para entrar em vigor em agosto de 2020. Entrou em parte em fevereiro de 2021 para raízes e folhagens. Em maio, foi para a parte de frutas e, até agosto de 2021, passou a vigorar para todo o FLV. E a autuação é em cima do quilo. Por exemplo: se for vender cebola e ela não tiver o registro de origem, você vai ser multado por 100 kg de cebola. O valor da multa é multiplicado pelo quilo”, explica a compradora nacional do Smart, Sandra Assunção.

Vantagens da rastreabilidade de FLV

Mas a exigência de rastreabilidade está longe de ser um problema para o varejista. De acordo com Sandra Assunção, a oferta de produtos certificados é uma demanda do próprio consumidor e traz vantagens a quem adere, independentemente de fiscalização. Afinal, o registro é visto como um selo de confiança sobre a qualidade do FLV comercializado.

“Economizar também é comprar bem. Não adianta você comprar um produto que não tem qualidade. Às vezes, o cliente compra um produto mais barato, mas que tem uma durabilidade tão pequena, que dura dois, três dias. Enquanto um produto de melhor qualidade vai durar uma semana. Então o cliente volta porque ele pagou um pouquinho mais caro, mas durou mais na geladeira e na prateleira”, observa.

De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama) acompanhou 2,6 milhões de toneladas em 2021. Em 2020, foram 2,4 milhões de toneladas.
O levantamento também aponta que, com a rastreabilidade, as perdas no setor de hortifruti reduzam em 15% até 2025, quando a adesão alcançar 100% dos supermercados.

Atualmente, a adesão do segmento a FLV com certificação é estimada em torno de 70%. Paralelamente, espera-se que os ganhos com FLV salte dos atuais 9,5% para 12% do faturamento total dos estabelecimentos.

Deixe o registro à vista

Para ter um estoque de FLV certificado, é preciso estar atento às informações apresentadas pelo fornecedor. Muitos varejistas adquirem hortifrutis em centrais de abastecimentos, diretamente de produtores. É importante exigir que na nota fiscal já constem as informações de origem do produto.

Além disso, todo produto certificado apresenta nome da produção, QR Code, data da coleta, data da entrega e validade do produto da gôndola. É necessário repassar essas informações ao cliente do varejo.

“Aquela etiqueta que o varejista pegou na compra, pode ser impressa e colocada do lado do preço do produto e o consumidor vai ter toda aquela informação”, orienta Sandra.

No canal da Universidade Martins do Varejo (UMV) no Youtube, Sandra Assunção fala sobre essas e outras questões envolvendo a rastreabilidade de FLV. Vale a pena conferir. Clique aqui e assista.

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