O acúmulo e resgate de pontos em programas de fidelidade voltaram a apresentar alta. Isso comprova que o consumidor segue cada vez mais incentivado por essas iniciativas. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF), os consumidores brasileiros acumularam cerca de 55,2 bilhões de pontos e milhas de julho a setembro deste ano, ou seja, um crescimento de 31,6% se comparado ao trimestre anterior.

Desta parcela, 97,2% foram acumulados em compras no varejo, na indústria e partir do uso de cartões de crédito. Nas últimas semanas nós falamos por aqui sobre a necessidade de as lojas contarem com esse tipo de bonificação para os clientes, já que pesquisas mostram que eles estão sim dispostos a gastar mais no canal em caso de serem recompensados por isso.

Programas de fidelidade como aliados

Os programas de fidelidade têm se mostrado bons aliados do varejo. Especialmente nesse momento de crise e reflexos negativos causados pela pandemia. As estimativas da ABEMF comprovam exatamente isso.

De acordo com o levantamento, a quantidade de pontos resgatados nos meses analisados também cresceu quase 58%. Ao todo, foram 41,4 bilhões, sendo 53,7% destinados à troca por passagens aéreas. Esse dado demonstra o retorno da preferência do consumidor por viagens no momento de resgatar as milhas.

O presidente da ABEMF, João Pedro Paro Neto, destacou que a pandemia mudou os hábitos de consumo do brasileiro. Disse ainda que quase o total de pontos foram trocados por produtos do varejo.

“Com a retomada da economia, principalmente, do setor de turismo, muitos participantes de programas de fidelidade voltaram a optar pelos bilhetes aéreos no terceiro tri, o que já era esperado”, explica.

Apesar das mudanças, o resgate de passagens aéreas ainda não voltou ao mesmo patamar pré-pandemia, quando de 70% a 80% dos pontos/milhas eram destinados a elas”, comentou Neto.

Sinal de retomada

A ABEMF também apresentou outros indicadores que revelam que o setor está bastante aquecido apesar dos pesares. Conforme a a entidade, o faturamento dos associados alavancou 22,9%. Com isso, alcançou R$ 1,12 bilhão no comparativo dos dois trimestres de 2020.

O total de 152,4 milhões foi o índice de cadastros registrados nos programas de fidelidade, representando uma alta de 4,6%. A taxa de breakage, responsável pela métrica do percentual de pontos/milhas que os consumidores deixaram expirar, foi a menor da série histórica registrada pela entidade (12,2%).

“É também um reflexo das muitas ações das empresas do setor para aumentar o engajamento do consumidor durante a pandemia, como o aumento de prazo de expiração dos pontos/milhas”, disse o presidente da associação.

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