A mudança no consumo fez com que o varejo se remodelasse para atender às novas preferências na população brasileira. No varejo alimentar, por exemplo, uma forte tendência é que os produtos de linha saudável ganhem maior destaque já que a população tem se preocupado mais com a saúde e com uma melhor qualidade de vida.

O estudo “Consumo pós-crise: o comportamento do consumidor em 2019”, feito pela Boston Consulting Group (BCG), revela exatamente esse comportamento. A análise observou alta na intenção de trade-up especialmente por causa dessa busca do cliente por produtos mais saudáveis e que promovam o bem-estar.

 

Trade-up x trade-down

 

Contudo, a maior parcela da população ainda tem intenção de trade-down em virtude da necessidade de equilibrar o orçamento, precisar do recurso para outra finalidade, ter gosto pela sensação de economizar dinheiro e, ainda, por causa do desempenho do produto inferior semelhante ao que já comprava.

Com isso, os alimentos frescos estão menos ameaçados enquanto os que mais sofrem com as intenções de trade-down são os enlatados, congelados, refrigerantes, doces e restaurantes fast-food. Na lista dos principais itens com maior trade-up são produtos que prezam pela saudabilidade. Entre eles estão alimentos frescos, produtos naturais com -34% de trading down, superalimentos (-36%), alimentos sem adição de açúcar (-36%), alimentos funcionais, sem gordura trans e sem conservantes, ambos com menos trading down (-40%). Por outro lado, os itens e serviços alimentícias que mais sofrem são os enlatados (-56%) e congelados (-54%), além de bebidas gaseificadas e produtos de confeitaria. Veja na tabela abaixo outras categorias:

 

 

Gastos com itens de higiene e beleza voltam a ser priorizados no Brasil

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Produtos não alimentícios

 

A pesquisa da BCG ainda traz um parâmetro para os produtos não alimentícios que se destacam na intenção de trade-up com o desejo de aumento de gasto total. A intenção atingiu o maior nível dos últimos cinco anos principalmente por causa dos consumidores mais afluentes em metrópoles e grandes cidades do território nacional.

Esse movimento, de acordo com a análise, acontece em detrimento dos ciclos de vida mais longos dos produtos, características técnicas significativas e pela melhor entrega de resultados. Aqui se destacam os smartphones/celulares que já ocupam a quinta posição no geral e a primeira na categoria de eletroeletrônicos.

A categoria de beleza e cuidados pessoais também tem papel relevante na métrica de trading up com destaque para higiene oral (33%), protetor solar (36%), desodorante (32%) e cuidados com o cabelo e corpo com 33% de intenção

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