Com a pandemia, a procura por produtos orgânicos aumentou. Conforme a Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis), os consumidores associam esse tipo de produto a saúde.

Em 2020, constatou-se um aumento de 30% no mercado e a tendência se manteve em 2021. É o que mostra a recente pesquisa da instituição em parceria com a consultoria Brain.

“A pandemia trouxe novos consumidores, e 25% dos que declararam comprar produtos orgânicos passaram a fazê-lo apenas nos últimos dois anos”. A avaliação é do sócio fundador da Brain, Marcos Kahtalian, em entrevista à Forbes.

Aparência, preço e selo de procedência

Conforme a pesquisa, o consumo de produtos orgânicos ficou 31% maior no país entre 2019 e 2021. Das 987 pessoas ouvidas entre setembro e outubro do ano passado, 43% consideraram a aparência do produto importante nessa escolha.

Para 41%, o preço também é critério. Além disso, 89% dos entrevistados preferem os produtos com selo de identificação. Assim, é possível rastrear sua origem e confirmar se a marca ou o produtor é confiável.

Desafios

De acordo com a Organis, o mercado de produtos orgânicos vem crescendo de forma consistente nos últimos 16 anos. “A gente vê que o mercado ganha corpo ano a ano, com aumento de produção e entrada de novos players neste movimento orgânico. A diversidade de itens é cada vez maior e a distribuição vem ganhando capilaridade”, declarou o diretor da associação, Cobi Cruz.

Contudo, Marcos Kahtalian aponta para três grandes desafios do setor. A ampliação da produção e diversidade é a primeira delas. Outra necessidade é ampliar a distribuição e a oferta de informações sobre o assunto. O terceiro desafio está em tornar o preço mais acessível para incentivar o consumo.

Conforme o levantamento, 68% gastam até R$ 200 com produtos orgânicos mensalmente. Apenas 17% gastam mais de R$ 350. Mesmo assim, 79% dos consumidores acham o setor caro ou muito caro, embora para 71% os benefícios justifiquem o preço.

A pesquisa também mostra que há poucas opções de origem animal nesse segmento. Para 29% dos ouvidos, frutas, legumes e verduras são a definição de alimentos orgânicos. Logo, carnes, leite e laticínios são um mercado quase inexplorado.

Classificação de produtos orgânicos

Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), orgânicos são obtidos de forma sustentável e não prejudicial ao ecossistema. Isso vale tanto para os in natura quanto aos processados oriundos da agropecuária ou de processo extrativista.

Antes da comercialização, esses produtos precisam obter certificados junto a órgãos credenciados no Mapa. Apenas agricultores que integram organizações cadastradas pelo ministério são dispensados desses procedimentos, pois vendem diretamente aos consumidores.

No blog FalaMart, há dicas para que você abra espaço na gôndola para os produtos orgânicos. Você ainda encontra orientações para abastecer o mix com segurança e qualidade.

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