Um cenário que vem sendo cada vez mais observado com base na jornada de compra do shopper é o interesse pelas categorias de produtos considerados indulgentes, ou seja, aqueles que, até então, são vistos pelo mercado como produtos não essenciais na cesta de alimentos do consumidor brasileiro.

É notório que vivemos um momento de crise e a pandemia forçou mudanças drásticas no consumo. Você deve estar se perguntando: mas se o momento é de crise e contenção de gastos, por que as pessoas estão comprando coisas que não necessitam? Por que estão adquirindo produtos não essenciais?

Ocorre que temos que considerar o outro lado da moeda. Em razão do isolamento social e das questões financeiras, o consumidor deixou de contrair gastos supérfluos, como lazer e combustível. Por exemplo, para priorizar a alimentação.

Produtos não essenciais

O carrinho de compras nos atacarejos, especialmente, passou então a “contar com mais espaço” para outras categorias que antes não recebiam tanta atenção, mas agora atraem o interesse do shopper.

Uma pesquisa realizada pela Horus Inteligência de Mercado, e divulgada pelo Newtrade, comprovou que essas categorias passaram a integrar as cestas de compras do consumidor no último trimestre, com um crescimento de 4,2 pontos percentuais no comparativo ao trimestre anterior.

O maior pico foi sentido no mês de abril por causa do período da Páscoa (59,6%). No segmento de atacarejos, esse percentual foi ainda maior, atingindo 73,2% e mantendo a média acima dos 70% em maio e junho. Nas lojas supermercadistas e no pequeno varejo, houve queda no consumo dos itens por indulgência nos dois meses subsequentes. Mas, ainda com participação expressiva nesses canais, com variação de 46,7% a 51,8%.

O levantamento considerou as categorias de chocolate, snacks, milho de pipoca, doces, cerveja, refrigerante, sobremesa, balas, gomas e pirulitos, bolos e sorvetes. A categoria de chocolates liderou os gastos nos três canais do varejo (pequeno varejo, super/hipermercados e atacarejos). A maior participação (11,4%) foi registrada nos supermercados e hipermercados, por exemplo.

Sorvetes são a segunda categoria com crescimento de consumo observada nos três canais, sendo o maior deles (19,1%) registrado também em supermercados e hipermercados.

No mesmo canal, se destacam ainda outras categorias de indulgência como cerveja (13,2%), sobremesas (8%) e milho de pipoca (6,2%). No atacarejo, o mesmo item apresentou o dobro dos gastos com a categoria, atingindo 12,5%.

De olho no sortimento

E já que estamos falando de interesses do shopper, super importante voltar as atenções para o sortimento no varejo. Pode não parecer, mas a gestão do sortimento dos itens e categorias comercializadas na loja pode impactar diretamente na lucratividade.

O ponto de partida é entender se determinada variedade de itens tem agradado os consumidores ou se não está se excedendo. Além disso, saber se não está causando ansiedade no shopper que não consegue se decidir por quais itens escolher. Sejam por produtos não essenciais ou essenciais. Identificar ainda se alguma linha precisa ser reposta com maior frequência e se cabe ter itens de marcas mais baratas. Por exemplo, para estimular a competitividade de consumo entre as categorias.

O Portal Vitrine do Varejo conversou com o administrador e consultor de empresas Rafael Queiroz Francalancci. Vamos traz todas as informações relevantes para o varejista alcançar uma melhor performance na gestão de sortimento dentro da loja. Confira aqui a matéria completa.

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