A pandemia de Covid-19 causou mudanças no comportamento dos consumidores e um dos costumes mais comuns vem sendo substituído com o avanço da tecnologia. Com os consumidores evitando o compartilhamento de objetos, como maquininhas de cartões e o dinheiro, as transações via Pix vem ganhando cada vez mais espaço no meio comercial.

Conforme pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae, 67% dos entrevistados relataram mudar a forma de pagamento por causa da pandemia.

Maior parte dessa mudança foi com a realização de pagamentos de forma online, incluindo transferência bancária e o Pix, com 45% dos entrevistados. Enquanto 23% passaram a utilizar o cartão de crédito e 21% o débito.

“A pandemia acelerou os processos de inovação tecnológica e a população está cada vez mais habituada a utilizar novos meios de pagamentos. Os bancos têm percebido esta tendência e estão investindo cada vez mais em soluções que tragam segurança e praticidade. Ao mesmo tempo o lojista se adaptou e ampliou as formas de pagamento oferecidas”, disse o presidente da CNDL, José César da Costa

Pix

Lançado em 2020 pelo Banco Central como uma forma de transação bancária mais rápida, o Pix caiu no gosto dos consumidores brasileiros. Segundo o levantamento da CNDL, o sistema é o segundo mais utilizado durante as compras, praticamente empatado com dinheiro.

Os dados da pesquisa mostram que os brasileiros pagam suas compras em dinheiro (71%), Pix (70%), cartão de débito (66%) e cartão de crédito (57%).

“Os números oficiais sobre o Pix, divulgados pelo Banco Central do Brasil, mostram uma adesão muito rápida a esse meio de pagamento. Segundo a autoridade monetária, o número de usuários que já fizeram ao menos uma transação por Pix está próximo de 80 milhões – vale lembrar que essa novidade ainda não completou nem um ano de operação”, destaca o presidente da CNDL.

Lojas físicas x lojas online

Outros dados tabulados pela pesquisa mostram que os meios mais utilizados nas compras em lojas físicas são o cartão de débito (32%), cartão de crédito (30%) e dinheiro (25%). Já o cartão de crédito é o preferido nos pagamentos de compra online (52%). O dinheiro é o meio mais utilizado para pagamentos de contas de consumo (32%).

Além disso, mostra que lojas físicas recebem a maior parte do pagamento à vista (66%) e as lojas online a prazo (53%). Ainda de acordo com a pesquisa, 83% dos usuários optam por pagamento pelo Pix por conta da rapidez e praticidade, 34% para evitar ou minimizar contato físico com máquinas e 32% pela segurança.

Mas quais as vantagens de se usar o Pix? Conforme da CNDl e SPC Brasil, o fato de transferir o dinheiro instantaneamente foi o mais citado pelos entrevistados, 62%. Rapidex/praticidade foi mencionada por 57% deles, enquanto a gratuidade de taxas e tarifas foi lembrada por 42%.

A utilização do Pix está sendo cada vez mais recorrente na substituição das TEDs e dos DOCs pra transferências, tanto pela instantaneidade, quanto pelo fato de ser gratuito para pessoas físicas. A pesquisa indica ainda que 88% dos entrevistados disseram fazer o procedimento para amigos e parentes e 40% para pagamento de serviços. Outros 26% utilizam para compras pela internet, 18% na aquisição de alimentos, 17% em restaurantes e 12% para consultas médicas.

QR Codes

Outra novidade nos meios de pagamento é o uso de QR Codes. Conforme a pesquisa, 18% dos internautas usam essa modalidade costumeiramente. Desses, 63% optam por causa da rapidez e pela praticidade.

Outros 31% indicaram a alta aceitação nos estabelecimentos e 31% mencionaram a possibilidade de evitar a digitação na maquininha de cartão. Evitar o contato com o dinheiro foi lembrado por 26%.

Os que não costumam pagar através de QR Code também falaram os seus motivos: 25% acreditam que a maioria dos estabelecimentos ainda não aceita este tipo de pagamento e 20% têm dificuldades de saber como funciona.

Cartões e carteiras digitais

Outra modalidade de pagamento que cresceu durante a pandemia foi a utilização de cartões ou carteiras digitais por aproximação. Entre os consumidores que utilizam essas ferramentas, como cartão de crédito, cartão de débito, Paypal, Pag Seguro, Moip, Pic Pay, Mercado Pago, Samsung Pay, Apple Pay, 59% já utilizaram a tecnologia por aproximação, sendo que a rapidez/praticidade foi o principal motivo, citado por 53% dos entrevistados.

Outros usaram por curiosidade, para testar a novidade (38%). Além destes, 31% mencionaram a higiene e o fato de evitar contaminação com Covid-19, 24% quiseram evitar o contato com o dinheiro, e 12% alegaram que é mais seguro.

A pesquisa ainda mostrou que 91% dos consumidores que já usaram a tecnologia foi através do cartão físico. Enquanto smartphone e smartwatch foram citados por 18% e 4%, respectivamente.

Por outro lado, dentre os que não utilizam pagamento por aproximação, 39% acreditam não ser confiável. Enquanto 26% não têm cartões com essa tecnologia, 23% medo de ser clonado e 20% receio de não precisar digitar senha.

“Esta modalidade não exige, com efeito, a digitação de senhas para valores de até R$ 100. Isso representa uma facilidade e, ao mesmo tempo, um risco em caso de perda do cartão. Por isso, o consumidor que tem essa funcionalidade habilitada deve estar atento às notificações de compra e providenciar o bloqueio do cartão de forma rápida, caso venha a perdê-lo, evitando prejuízos”, destaca Costa.

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