Em funcionamento desde novembro, o Pix – sistema para transferências e pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central – conta com cerca de 53 milhões de usuários, além de 3,3 milhões de empresas cadastradas. Como se pode perceber, a adesão das contas jurídicas, principalmente das varejistas, ainda é baixa.

No fim do ano passado, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) fez uma pesquisa com 300 empresários. 71% deles informaram que ainda não incentivavam o uso do Pix entre os consumidores. Apenas 12% já haviam sinalizado seu estabelecimento comercial quanto à possibilidade de utilização do novo sistema.

Um dos problemas levantados está o receio com fraudes por meio de simulação de pagamentos que não foram efetuados. A Stone também fez um estudo com mais de 1 mil varejistas do Brasil que apontou que 37% dos entrevistados se sentiam inseguros em relação ao Pix. As principais dúvidas são: segurança (38,8%), usabilidade (34,9%), funcionalidades (30%) e custos (47,1%).

Desconhecimento de tarifas

Pode-se considerar que o principal motivo que leva o varejista a ter receio de se cadastrar trata das incertezas sobre a cobrança de tarifas e a consequente falta de conhecimento sobre o serviço. No caso das pessoas físicas e microempreendedores individuais, até 30 transações pelo Pix ao mês não são cobradas, mas a partir da 31a transferência a operação pode ser tarifada pelo banco cuja chave do Pix está vinculada.

Poucas instituições financeiras divulgaram abertamente o custo do Pix para contas jurídicas. Bancos como Bradesco e Itaú, por exemplo, informaram que o custo do Pix para contas de pessoas jurídicas é de 1,40% e 1,45%, respectivamente. Já o custo da cobrança por Pix por meio da maquininha, varia de 0,99%, no caso do Mercado Pago, até 1,89% pelo PagSeguro.

Ocorre que grande parte dos bancos autorizou o período de três a seis meses de isenção para os comerciantes. “Não sabemos quanto vão cobrar da gente. Enquanto não definirem tarifas, não temos como saber se vamos adquirir. Tem empresa que cogita cobrar 1,49% por Pix, que é mais caro que o débito. Isso precisa ser definido. Como usar algo que não sabemos o custo?”, ponderou o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.

Pix é vantagem!

Apesar das dúvidas e inseguranças, a modalidade oferece inúmeras vantagens para a loja. Além disso, pode auxiliar bastante na melhoria do atendimento e experiência do consumidor. São cerca de três segundos para transferir/pagar pelo Pix. Dessa forma, a transação imediata permite que a loja conte com um fluxo de caixa mais facilitado. Pagou na hora, recebeu no ato!

Além disso, as transações podem ser feitas a qualquer hora e a qualquer dia da semana, incluindo feriados. A redução de riscos operacionais também entra na lista de vantagens a partir da eletronização dos pagamentos proporcionada pelo Pix.

Como aderir?

O varejista não precisa se cadastrar, mas a adesão deve ser feita a partir da integração direta ou indireta dos agentes locais para permitir o processamento de pagamentos. Lembrando que pessoas jurídicas podem registrar até 20 chaves por conta bancária. Confira o passo a passo para aderir ao sistema:

  • Primeiramente, entre em contato com a fornecedora do software de PDV para entender como utilizar o Pix no sistema já utilizado pela loja;
  • Comece a pesquisar as condições do serviço junto aos bancos que já fazem parte do Pix e tenha as informações sobre funcionalidades da ferramenta e os custos;
  • Escolha um Prestador de Serviço de Pagamento (conta transacional) para receber o Pix;
  • Crie as chaves para receber as transações. A chave pode ser o próprio CNPJ da loja, um número de celular, e-mail ou um código aleatório que vai ser gerado automaticamente pelo aplicativo.

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