A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estima um aumento de 15% nas vendas da Páscoa deste ano em relação a 2020, com foco especialmente nos alimentos mais procurados durante o período sazonal: chocolate, vinho, azeite e bacalhau.

Semelhante ao cenário do ano passado, os supermercados podem esperar consumidores evitando ficar mais tempo dentro dos estabelecimentos e buscando uma melhor experiência, sem exposição aos riscos de contágio da Covid-19.

Além do consumidor final, é hora de fisgar mais ainda os consumidores do setor produtivo e artesanal. A crise pegou muita gente de jeito e produzir receitas em casa para vender tem sido a melhor alternativa para várias pessoas. Ou seja: se o medo de vender ovos de páscoa industrializados é grande, aposte nos insumos.

Barras de chocolate, granulados, creme de leite, leite condensado e todos os ingredientes necessários para fabricação de ovos artesanais não podem faltar na loja.

Aposte também na fabricação de cestas próprias da loja de produtos e chocolates para atrair o consumidor que está em busca de presentear amigos e parentes, por exemplo.

Os queridinhos da Páscoa

Ainda de acordo com a Abras, entre os chocolates, os itens de menor valor agregado lideram as principais apostas dos varejistas em volume de vendas: caixa de bombom, 12,9%; em seguida barras, tabletes, entre outros, 11,8%; e ovos de páscoa até 200 gramas, 9,4%.

No almoço de Páscoa, os supermercados estão apostando em um maior volume de vendas de vinhos importados, 13,8% e cervejas, 12,9%. Além disso, azeite, 13,4%, e pescados (peixes, 13%, e bacalhau, 12,1%).

A Abras informou ainda que em relação aos preços em 2021, os vinhos importados e o bacalhau foram os que sofreram as maiores variações devido ao câmbio, 15,3% e 15,6%, respectivamente.

Todo cuidado é pouco

O consumidor anda muito cauteloso e, diante das circunstâncias atuais, o varejo precisa redobrar os cuidados também. Como é uma data muito especial para o varejo de alimentos, há uma tendência das pessoas deixarem para a última hora e recorrer ao ponto de venda. Seja para comprar o produto pronto, insumos ou alimentos para garantir o almoço de Páscoa.

Cuide bem da exposição dos itens e deixe o mix bem organizado. O objetivo é facilitar o acesso do shopper. E ele gastar o mínimo de tempo possível nas compras, já que é um desejo dele.

A tradicional parreira de ovos talvez não seja a melhor forma de exposição. Isso porque pode gerar aglomeração de consumidores tentando escolher os ovos. Tente uma exposição alternativa com ilhas, em pontos espaçados e estratégicos, ou até mesmo mesas.

Importantíssimo priorizar a higienização e manter a loja com o aspecto limpo, além de organizado. Pode ter certeza de que essas condições vão fazer muita diferença para o cliente na loja.

Por fim, organize bem os caixas a fim de evitar filas e tumultos. O distanciamento de pelo menos dois metros entre os consumidores e um monitor organizando a fila podem ser pontos a se considerar com prioridade também.

Se puder, venda pela internet

A internet pode ser outra alternativa interessante para vender mais nesta Páscoa. A pandemia vem mostrando o quanto o e-commerce tem ganhado força até no pequeno varejo.

Mesmo que talvez você não tenha um canal profissional de vendas online, as redes sociais e o WhatsApp têm sido boas ferramentas para suprir essa lacuna.

Divulgue as promoções e os itens da época para a sua clientela. Além disso, monte uma logística de entrega, seja por aplicativos ou temporários contratados. Lembre-se que o serviço de entrega conta muito ponto para a satisfação do cliente.

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