O pão é alimento presente na vida da maioria dos brasileiros. Dificilmente vamos chegar em uma casa que não tenha aquele pãozinho de cada dia. Seja ele francês, artesanal ou industrializado, que acompanha o café da manhã ou da tarde nos lares brasileiros.

No período pandêmico, em que os consumidores mudaram alguns hábitos alimentares, a procura por itens industrializados aumentou. Entre esses itens está o pão de forma, por exemplo, cujo consumo se intensificou ainda mais. Foi o que revelou um estudo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) em conjunto com a consultoria Kantar WorldPanel.

A categoria que, até então, era puxada pelo consumo das classes A e B com uma penetração de 80% dos lares brasileiros, passou a atingir também as classes D e E.

No comparativo dos primeiros quatro meses de 2020 com o segundo quadrimestre do ano, o pão de forma teve penetração de 70% nessas duas classes sociais. Um aumento de 11% na procura pelas famílias de classes D e E.
Segundo a Abimapi, essa é a primeira vez que o produto se consolida entre essas classes com o alto percentual de penetração nos domicílios. Só o no 1º quadrimestre, a categoria de pães industrializados registrou um aumento de 6,2% em faturamento (R$ 1,8 bilhão) e 7,1% em volume (143 mil toneladas).

Consumo in home

A pesquisa ainda aferiu que, além das duas classes, a busca foi maior especialmente por parte dos residentes mais jovens e pela necessidade do consumo dentro do lar (in home), que aumentou mais devido à pandemia.

O comportamento das pessoas está mudando e elas passaram a preparar as próprias refeições com mais recorrência. Considerando esse conceito de menu rápido, o sanduíche se destacou entre os entrevistados. Com o aumento de 34% das ocasiões de consumo por ser um alimento barato, prático e nutritivo.

O café da manhã liderou o levantamento com crescimento de 14%. Os frios (presunto e queijo) e requeijão estão entre os acompanhamentos preferidos da ocasião. Em seguida os períodos do almoço (12%) e jantar (11%).

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Pão x atacarejos

Conforme o estudo, os principais canais de compra que se destacaram na venda de industrializados. Com 35% da preferência dos consumidores, o atacarejo lidera a lista. O aumento equivale a 2,2 milhões de novos lares que passaram a comprar itens de cesta básica.

Além do pão industrializado, salgadinhos, biscoito, refrigerante, leite UHT, filtro de papel, leite em pó, linguiça, creme de leite e açúcar se destacaram nos itens mais comprados em atacarejos, correspondendo a 75% das vendas dessas categorias.

O estudo

A pesquisa da Abimapi com a Kantar analisou uma mostra de 11,3 mil lares. Desse modo, chegou a abranger  cerca de 53 milhões de famílias espalhadas por sete macrorregiões brasileiras. No caso do pão industrializado, com a penetração de 70% dos domicílios, foram 570 mil novos lares consumindo o alimento.

Conforme o presidente da associação, Claudio Zanão, a expectativa é chegar ao final de 2020 com um crescimento de 3% a 5% em média para o setor.

“O pão industrializado é uma opção nutritiva, saborosa e muito prática de alimento, que ocupa um papel cada vez mais importante na vida corrida de hoje. Atentos a isso, os fabricantes estão ampliando sua gama de produtos para focar nas diferentes necessidades das famílias e atender desde os consumidores que buscam saudabilidade até aqueles que se orientam pelo preço e quantidade das porções”, disse Zanão.

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