O período de pandemia da Covid-19 levou a população mundial a repensar os hábitos de vida e de consumo. O varejo alimentar foi um dos mais impactados. Ao mesmo tempo que passou a apresentar crescimento nas vendas, em virtude dos itens essenciais para a sobrevivência humana, também ganhou novas preferências do shopper e nessa lista estão os itens de marcas próprias.

Um exemplo claro dessa mudança de comportamento pode ser comprovado pela pesquisa Consumer Insights, da consultoria Kantar. Ela revelou aumento na procura por itens de marcas locais e próprias.

Conforme o estudo, entre os meses de abril e junho, esses itens passaram a representar 66% dos valores no mercado. A aquisição de marcas próprias e locais foi impulsionada principalmente nos lares das classes C – donas de casa de 30 a 39 anos.

Também houve expressiva importância nas classes D e E e de lares mais jovens. Destaque para as regiões sudeste, especialmente Rio de Janeiro, Norte e Nordeste.

Ainda segundo o levantamento, num cenário mais geral, as marcas próprias conquistaram mais de 2,2 milhões de novos compradores no primeiro semestre de 2020. Só no mês de junho o setor saltou de 29% de penetração para 33% no mesmo período do ano passado, com 22% de variação em unidades comercializadas.

Ascensão

As marcas locais e próprias têm maior infiltração principalmente nas categorias de alimentos, lácteos/substitutos e limpeza, com preço médio 7% menor do que às marcas globais. Elas estão presentes em um a cada três domicílio brasileiros.

A Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro) defende o bom momento para o setor. A projeção é que, até o final de 2020, o setor deverá chegar a R$ 8 bilhões em faturamento. Por consequência, um aumento superior a 9,5% na comparação com o ano passado.

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Vantagens marcas próprias

Os produtos das chamadas Marcas Próprias (MPs) podem ser até 25% mais baratos do que os de marcas tradicionais. As MPs são quaisquer serviço ou produto que podem ser fabricados, beneficiados, processados ou embalados por uma empresa que detém o controle sobre a distribuição daquela determinada marca.

O menor valor agregado tem relação com o custo comercial e investimento com publicidade reduzidos, uma vez que as MPs são confeccionadas e vendidas entre o fornecedor e o detentor da marca.

Por apresentar, em muitas vezes, um melhor custo-benefício, as marcas próprias estão cada vez mais ganhando espaço. Durante a pandemia não seria diferente, diante de um comportamento de compra mais cauteloso com os gastos. Segundo a Abmapro, os produtos de marcas próprias já estão presentes em cerca de 60% das residências brasileiras.

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