Com a pandemia, muita gente que antes priorizava o dinheiro vivo, em mãos, passou a recorrer a outras modalidades de pagamento que minimizam os riscos de contágio. O resultado disso foi o crescimento de outras formas de fazer e pagar pelas compras.

Bom para o setor de cartões que vivencia uma fase ainda melhor. Para se ter uma ideia, as compras remotas com cartão subiram acima da média histórica (30%) e impulsionaram o varejo. Outro destaque foram os pagamentos por aproximação, que movimentaram R$ 41 bilhões no ano passado.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), esse faturamento representa um aumento de 469,6% com 587 milhões de compras em relação às movimentações do ano anterior.

O maior crescimento, neste cenário, foi nos pagamentos por aproximação com cartões de débito (R$ 19,5 milhões), atingindo um crescimento superior a 2.000%. Em seguida, aparecem os cartões pré-pagos, com 623% de alta.

Por meio da tecnologia NFC (contactless – sem contato), as maquininhas de cartões mais modernas do mercado se comunicam com o dispositivo em uma distância máxima de no máximo 10 centímetros.

Em razão da segurança e da praticidade, essa forma de pagamento tem atraído muitos consumidores porque, além do menor risco de desgaste do cartão e de contágio do coronavírus, o processo de compra se torna mais rápido no checkout da loja.

Pagamentos por aproximação em alta

Até março deste ano, o Banco do Brasil registrou quase 800% dos pagamentos por aproximação feitos com cartões de débito e de 210% no crédito. Ainda conforme o balanço divulgado, o banco indicou que os estabelecimentos voltados para atividades essenciais como supermercados e farmácias foram os varejos que mais receberam pagamentos via NFC.

O crescimento sentido pelas principais instituições financeiras do país só comprova o quanto as variadas formas de pagamento estão atraindo mais os consumidores.

Por isso, o varejo precisa se adaptar ao novo comportamento não apenas com os pagamentos por aproximação. Há também outras modalidades, como é o caso do Pix e até das transferências via aplicativos.

Pagamentos via Pix

Substituindo os onerosos TED e DOC, as transações pelo Pix já são preferência entre as transferências instantâneas. Também têm sido priorizadas no varejo remoto e online. De acordo com o Banco Central, só em janeiro deste ano foram feitas mais de 200 milhões de transferências pelo Pix.

O Pix acaba substituindo as transações com dinheiro, boleto e até cartões. Entre as vantagens para o varejista está a confirmação de pagamento na hora. Além disso, otimiza a questão da falta de troco – grande problema para o varejo brasileiro. E ainda acaba sendo mais seguro por evitar um fluxo grande de dinheiro no caixa.

WhatsApp com funcionalidade pagamento

O Banco Central autorizou e agora o WhatsApp passa a retomar a funcionalidade para pagamentos diretamente pelo chat da plataforma. No caso de recebimento advindos de vendas, é preciso utilizar o WhatsApp Business.

O recurso está sendo disponibilizado aos poucos e funciona por meio do Facebook Pay. Mas não será necessário ter uma conta na rede social para receber os pagamentos. Antes de cada transação, o consumidor vai precisar inserir uma senha cadastrada previamente por ele para garantir a segurança nas transferências.

Em tempos em que o WhatsApp se torna um dos principais canais de vendas, o varejo não pode ficar de fora das novidades de mercado, como essa, que facilitam a relação cliente x lojista e podem se tornar um diferencial para o negócio.

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