Foi no momento de extrema necessidade que muitos consumidores passaram a entender que comprar pela internet não é nenhum bicho de sete cabeças. Seja no marketplace, site ou pelas redes sociais da loja, o shopper percebeu a facilidade de recorrer às compras online. E demandou do varejo ficar em alerta para 2021 e priorizar algumas categorias determinantes.

O estudo “Novos hábitos digitais em tempos de Covid-19”, elaborado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) com a empresa Toluna, revelou que 61% dos consumidores que compraram online durante a pandemia aumentaram o volume de compras por causa do isolamento social.

Mais da metade dos entrevistados (52%) responderam que estavam comprando mais em sites e aplicativos durante a quarentena. Além disso, 70% revelaram que vão continuar comprando mais online do que faziam antes do novo coronavírus.

“Está havendo uma mudança real de comportamento. Empresas que conseguirem se relacionar bem com os clientes neste momento terão uma grande vantagem no pós-crise”, comentou o presidente da SBVC, Eduardo Terra”.

De acordo com outra pesquisa, da Nielsen, 13% da população brasileira comprou pela internet pela primeira vez em 2020.

Consumidor +60 está digitalizado

Um público que se destaca nesses novos hábitos de consumo são os idosos. De acordo com outro levantamento da SBVC, 82% dos consumidores acima de 60 anos compram online. Desses, 18% compraram pela primeira vez na pandemia.

Além disso, 71% utilizaram smartphone e 46% aplicativos para as compras online. Com o diagnóstico foi possível perceber que o consumidor nessa faixa etária utiliza mais super e hipermercados e também farmácias e drogarias para compras de uso mensal.

Categorias que vão se destacar

A partir do momento que o lojista reconhece esses novos perfis de consumo, é hora de trabalhar nas principais categorias do e-commerce. E, com isso, para trazer lucratividade para o negócio através do canal de vendas online.

De acordo com a SBVC, a categoria de alimentos e bebidas é a principal no aumento do consumo imediato do shopper. O crescimento foi percebido por 79% dos entrevistados.

Aqui, os supermercados alcançaram larga vantagem. E o que já era tendência, agora virou realidade para o e-commerce brasileiro. Outro estudo da Ebit/Nielsen dá conta de que, já no primeiro trimestre de 2020, o crescimento no varejo de autosserviços (supermercados) na esfera digital era de 96%.

A segunda categoria que precisa ser vista com bons olhos pelo mercado é a de equipamento para o trabalho remoto. Também conhecido por home office. Com as empresas adotando parcial ou integralmente o novo regime de trabalho, a demanda por produtos da categoria aumentou bastante.

As empresas de médio e grande porte chegam a oferecer uma ajuda de custo para os funcionários custearem as despesas do home office. Além disso, a ajuda também vale para repor equipamentos de trabalho.

O mercado pet e agro seguiu aquecido. Isso porque o setor não fechou durante as restrições de isolamento, por ser considerado serviço essencial. Um segundo fator que fomenta mais ainda os produtos agroveterinários é o fato de que ficando em casa as pessoas passaram a cuidar mais dos animais. Bem como adotam outros bichos de estimação, aumentando o consumo de produtos e ração.

“Nesta quarentena, as compras de muitas categorias passaram a ser mais planejadas. A satisfação dos clientes, na faixa de 80%, mostra que o e-commerce vem conseguindo absorver bem o aumento de demanda”, finalizou Terra.

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Um comentário em “Online: varejo em alerta para o e-commerce em 2021

  1. Minha vó tem 70 anos e conheceu o mercado livre por conta da pandemia e agora todo mês ela quer comprar alguma coisinha. Também aproveitou ofertas da black friday por conta dos anúncios que recebia no celular, se interessou por alguns produtos, pesquisou os preços e depois comprou. Por isso me identifiquei muito com o tópico sobre o consumidor +60 estar se digitalizando.

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