Para quem está se adaptando à nova modalidade de transferência, o Banco Central (BC) anunciou um pacote de novas regras do Pix. Elas deverão ser seguidas pelas instituições que participam e oferecem o sistema de pagamentos e transferências.

Entre as novidades divulgadas no fim de abril está a utilização do QR Code para agendamento de pagamentos e cobranças. Além disso, o usuário poderá movimentar recursos recebidos através do Auxílio Emergencial e agendar uma transferência futura.

Agendar pagamentos

Segundo o Banco Central, o serviço de agendamento e pagamento pelo Pix deve ficar disponível a partir de 14 de maio. Porém, as instituições bancárias terão até 30 de junho para adaptar o serviço, possibilitando, pelo menos, a leitura e o pagamento na data da leitura do QR Code, com todos os encargos e abatimentos calculados corretamente.
A partir de 1º de julho, todos os participantes precisam ser capazes de fazer a leitura do QR Code e possibilitar o pagamento através do sistema para data futura.

Transferências agendadas

Outra novidade divulgada pelo BC é a possibilidade de agendar uma transferência de recursos a partir de 1º de setembro. Conforme a instituição, a medida deve ampliar ainda mais a comodidade dos pagadores, garantindo que todos os usuários, independente da instituição que possuem conta, possam agendar um Pix.

Auxílio Emergencial

Pra finalizar o pacote de novas medidas, o Banco Central anunciou a possibilidade de movimentar recursos do Auxílio Emergencial, menos para contas da mesma titularidade. De acordo com a instituição, a restrição de titularidade se faz necessária visando a proteção dos usuários, “uma vez que tais recursos não podem ser objeto de descontos ou de compensações que impliquem a redução do valor do auxílio”.

Movimentação Pix

O Pix é uma ferramenta de transferência bancária lançada pelo Governo Federal em novembro de 2020. Segundo dados do Banco Central, até o dia 31 de março de 2021 mais de 80,6 milhões de usuários, entre pessoas físicas e jurídicas, cadastraram 206.575.274 chaves Pix.

Até o mesmo período foram realizadas mais de 393,6 milhões de transações que ultrapassam R$ 278,3 bilhões. Pessoas físicas e empreendedores individuais utilizam o Pix de forma gratuita. Já as transações com pessoas jurídicas podem ser taxadas pelas instituições financeiras.

A quantidade de transações entre consumidores e empresas (P2B) segue em crescimento gradativo. Saltou de pouco mais de 1,4 milhão em novembro de 2020 para 35 milhões em março deste ano. Em valores, a movimentação passou de R$ 1,3 bilhão para R$ 21,5 bilhões no mesmo período.

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