O faturamento das redes de farmácias associadas à Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) chegou a 22,95%. O percentual a mais é referente aos primeiros dez meses de 2020 no comparativo com 2019. A grande parcela nessa alta foi justificada pela crescente nas categorias de não medicamentos.

De acordo com estimativa da entidade, só no mês de setembro o segmento foi responsável por 25% de todo o faturamento das farmácias pela primeira vez. Uma marca histórica para o varejo farma nos últimos anos. Em 2018, por exemplo, a participação era de 19% no total faturado pelas redes associadas. No mercado nacional, de forma em geral, a categoria é responsável por 31% do faturamento das farmácias.

Produtos de higiene, cuidados pessoais, beleza e nutrição têm se tornado carro-chefe nas gôndolas das farmácias. Além disso, ganhando cada vez mais espaço nas ações promocionais e na visibilidade do ponto de venda. Não apenas como forma de estimular as compras por impulso. Mas por despertarem no público a possibilidade de recorrer às redes farmacêuticas para adquirir essas categorias na correria do dia a dia.

A gerente de contas da Febrafar, Renata Matias, atribui as vendas de não medicamentos às estratégias realizadas junto às redes e pelos próprios lojistas, destacando a oportunidade de explorar melhor a categoria.

“Apresentamos um crescimento contínuo e temos a convicção de que a evolução da categoria seguirá em ritmo acelerado e para que isso aconteça, além das condições comerciais, estamos levando cada vez mais informações sobre a importância dessa categoria para nossos associados. Nesse ponto, contamos principalmente com o apoio dos responsáveis pelas farmácias que garantirão que o trabalho será executado de forma efetiva”, destacou Matias.

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Não medicamentos em evolução

Os últimos levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), no ano passado, também já mostravam as vendas de itens de higiene, cosméticos, perfumaria e conveniência atingindo números crescentes no triênio analisado, o que antes não passava de 5%.

A venda de não medicamentos chegou a movimentar R$ 4,07 bilhões. Um crescimento de 10,64% no primeiro trimestre de 2019 nas 25 maiores redes varejistas farmacêuticas. A comercialização desses produtos, de acordo com a associação, é liderada especialmente pelo público feminino. Elas representam 70% dos consumidores nas lojas do setor.

O fomento desses produtos também é justificado pelas entidades representativas por meio da percepção que os varejistas passaram a ter, de que esse tipo de produto ajuda a aumentar o tíquete médio da loja, alavancar o lucro, além de minorizar a dependências que as drugstores tinham da venda de medicamentos.

Com a proximidade do Natal, as farmácias devem aproveitar a oportunidade para estimular ainda mais a venda dessas categorias. Como? Montando cestas presenteáveis, por exemplo, e destacar os itens dentro da loja.

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