O mercado pet, que engloba os segmentos de Pet Food (alimentos para animais de estimação), Pet Vet (produtos veterinários), Pet Care (equipamentos, acessórios, produtos de higiene e beleza animal) e Pet Serv (serviços), vem crescendo a cada ano.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o setor faturou R$ 20,37 bilhões em 2017, crescimento de 4,95% em relação a 2016.

Apesar dos dados positivos, a Abinpet mostra-se preocupada por conta da grande variação de preço de matérias-primas, bem como alta nos combustíveis de 9%, influenciando nos custos de produção e transporte. O balanço mostra ainda que o consumidor passou a escolher produtos mais baratos.

“O público não deixou de comprar, mas passou a escolher ofertas mais em conta. Esse hábito, aliado a alta de preços causada pela inflação e aumento de impostos, faz com que consideremos, sim, que enfrentamos dificuldades”, analisa o presidente-executivo da Abinpet, José Edson Galvão de França.

“Verificamos que o aumento de volume de negócios ao longo de 2017, em torno de 3%, foi muito influenciado por produtos mais baratos”, explica.

A carga tributária sobre o produto Pet é outro fator que tem prejudicado toda a cadeia, segundo a associação. Um dos motivos é que o alimento para animais de estimação é considerado “supérfluo” pelo sistema de tributação brasileiro, apesar de ser uma fonte de alimentação completa, balanceada e essencial para a qualidade de vida e bem-estar do pet.

O resultado é que entre IPI, ICMS e PIS/Cofins, os impostos dessa indústria chegam a 51,2% do preço total. Ou seja, a cada R$ 1 pago pelo consumidor, mais de 50 centavos são compostos somente de impostos.

Assim como nos últimos anos, Pet Food continua sendo a maior parte do faturamento do setor no país, representando 68,6% do mercado. Pet Serv é o segundo segmento, com 15,8% do faturamento total do setor, seguido de Pet Care (7,9%) e Pet Vet (7,7%).

Animais de estimação no Brasil

No país, há mais de 132 milhões de animais estimação, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Calcula-se que os lares brasileiros possuam mais de 52 milhões de cães, 38 milhões de aves, 22 milhões de felinos e 18 milhões de peixes, e cerca de 2 milhões de pequenos animais.

Nossa população total de pets é a 4ª maior do mundo, atrás da China (289 milhões de bichos), dos Estados Unidos (226 milhões) e Reino Unido (146 milhões). No total, são 1,56 bilhão de animais de estimação ao redor do globo. O Brasil ainda está em segundo lugar no ranking da população de cães e gatos, atrás os Estados Unidos, que têm cerca 73,6 milhões desses animais.

Nossa população total de pets é a 4ª maior do mundo
Nossa população total de pets é a 4ª maior do mundo

Mercado pet no mundo

O Brasil é o terceiro maior mercado do mundo para produtos voltados aos animais de estimação, atrás de Estados Unidos (42,2%) e Reino Unido (5,8%), representando atualmente 5,14% desse market share. A produção brasileira é principalmente voltada para consumo interno, mas parte também é exportada.

No entanto, o setor registrou queda nas exportações de 11%, entre 2016 e 2017, de R$ 236,3 milhões (FOB) para R$ 210,1 milhões (FOB). A queda do país como fornecedor de produtos vem desde 2015, quando o país faturou R$ 351,4 milhões (FOB), contra R$ 497,4 milhões (FOB) no ano anterior.

Historicamente mais estáveis, as importações no último ano ficaram em R$ 5,9 milhões (FOB), queda de 11,2% perante 2016. Apesar da queda nas exportações, a balança comercial do setor Pet segue positiva em R$ 204,2 milhões. Contribui para isso a alta qualidade dos produtos nacionais.

A produção brasileira de Pet Food, em 2017, chegou a 2,66 milhões de toneladas, um aumento de 3% em relação a 2016, quando o setor produziu 2,58 milhões de toneladas. Esses números colocam o Brasil em segundo lugar no mundo em produção de Pet Food, atrás apenas dos Estados Unidos.

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