Fazer as unhas está entre as atividades rotineiras de milhões de brasileiras. Apesar do mercado de esmaltes também ter sido afetado com a crise gerada pela Covid-19, esse ano já dá sinais de recuperação.

No primeiro quadrimestre deste ano, o setor de esmaltes cresceu 8,7% em relação ao mesmo período de 2020. Os números positivos são muito em razão dos lançamentos de edições limitadas de produtos, com ampla divulgação nas redes sociais.

Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Outro fator positivo é que o esmalte não é consumido apenas em salões e esmalterias, mas as próprias consumidoras fazem a aquisição do produto em diversos canais como mercados, farmácias e outros pontos de vendas.

Ainda de acordo com a ABIHPEC, a evolução da vacinação da população brasileira, associada à manutenção das medidas de prevenção ao contágio pelo coronavírus pela população, compõe a equação que viabilizará o reestabelecimento definitivo de salões de beleza e esmalterias, que tiveram seus funcionamentos afetados, trazendo potencial de recuperação deste mercado de esmaltes.

Apesar do bom momento, o presidente-executivo da ABIHPEC, João Carlos Basilio, fala sobre cautela. “Mesmo com uma tendência de aceleração da retomada da economia, o crescimento de 8,90% no INPC² nos últimos doze meses é preocupante”.

Não importa se é uma unha simples, ou com várias cores, com glitter, degradê, neon, adesivos, com pedras, flores e desenhos. A variedade é muito grande de opções e o mercado tem que estar atento a essas preferências.

Supermercados e farmácias precisam ficar atento a esse potencial mercado de esmaltes. E com isso crescer junto com as perspectivas positivas do setor. É preciso ficar por dentro sobre lançamentos, tendências de cores e demais assuntos que sejam associados ao tema visando atender a demanda dos usuários de esmaltes.

Outros segmentos

Ainda de acordo com dados da ABIHPEC, todo o setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos teve crescimento de 5,7% nas vendas de janeiro a abril deste ano. A comparação também é em relação ao mesmo período de 2020.

Além dos esmaltes, outros setores de HPPC tiveram alta. A perfumaria aumentou as vendas em 22%; higiene pessoal, 11,4%; tratamento capilar, 18%; cuidados com a pele e corpo, 40%; tônicos faciais, 23%; e anti-acne, 28%.

“A máscara de proteção facial individual se tornou indispensável no dia a dia, e o uso frequente dela pode aumentar a oleosidade da pele e a formação de espinhas no rosto. O crescimento do consumo destes produtos pode estar relacionado a este movimento de uso de máscara de proteção facial”, explica Basilio, presidente-executivo da ABIHPEC”.

Quem não deixou o crescimento nas vendas ser ainda maior foi o setor tissue, que engloba papel higiênico, toalha de papel multiuso e lenço de papel, e que teve queda de 17,9%. Os números negativos são em função do impacto nos preços praticados no varejo, da alta dos custos dos insumos, indexados em dólar.

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