Assim como a pandemia alterou a rotina de consumo da maioria dos brasileiros, os meios de pagamento também estão sofrendo mudanças. O cliente quer se sentir seguro e ganhar tempo em todo o processo de compra. Assim, algumas tendências já despontam na preferência do shopper entre os meios de pagamento.

Pix, pagamento com cartões por aproximação e pagamento de débito online são as três principais tendências para o ano. Mas os cartões em geral – de crédito, débito ou pré-pagos – com certeza vão seguir crescendo.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), nesta modalidade a movimentação deve chegar a R$ 2,3 trilhões, alta de 20% em relação a 2020.

Pix

O sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, o Pix, completou três meses de operação neste mês e já movimentou mais de R$ 225 bilhões. Só em janeiro, 40 milhões de pessoas físicas receberam alguma transferência.

Conforme as movimentações deste ano, o montante revela que oito em cada dez transações financeiras foram feitas por meio do Pix.

O Pix já caiu no gosto do brasileiro em virtude das inúmeras vantagens. Com poucos cliques e, em torno de três segundos, a pessoa consegue concluir o pagamento. O consumidor consegue fazer as transações a qualquer hora e a qualquer dia da semana. Fora que ele ainda consegue fazer 30 transações mensais sem qualquer cobrança.

O serviço também já iniciou a liberação de pagamentos de impostos e algumas contas. Por essas e outras, a tendência é de que o Pix seja ainda mais utilizado neste ano.

Pagamento por aproximação

Digitar a senha nas maquininhas de cartão vem se tornando algo arcaico e arriscado devido aos riscos de contágio da Covid-19. Em contrapartida, os cartões com a tecnologia “contactless”, ou seja, por aproximação, vêm conquistando a preferência do consumidor.

A Abecs apontou que essa forma de pagamento foi responsável pela movimentação de R$ 22,7 bilhões de janeiro a setembro do ano passado, alta de 478% ante a 2019. A novidade é que, em dezembro, o limite de transações sem o uso da senha passou de R$ 100 para R$ 200, atraindo mais ainda a atenção do consumidor.

O “contactless” permite a comunicação entre dois dispositivos com uma distância máxima de 10 centímetros, ou seja: sem a necessidade de contato ou senha do cartão. Menor risco de desgaste do cartão, rapidez no pagamento e redução dos riscos de transmissão da Covid-19 estão entre os principais atrativos ao shopper.

Débito online em alta

As compras pela internet passaram a movimentar mais ainda a modalidade de débito online durante a pandemia. E a tendência veio para ficar. A Abecs aponta que os pagamentos de débito remotos chegaram a R$ 25,6 bilhões no último trimestre de 2020.

Para quem já tem costume de colocar as contas no débito automático, geralmente direto na conta, vinha já se adaptando aos pagamentos no débito online também via aplicativo dos bancos virtuais.

Com a pandemia, as compras virtuais cresceram mais. Além disso, o shopper vem percebendo os benefícios da modalidade de pagamento, como ser mais seguro e acabar reduzindo a possibilidade de inadimplência com os cartões de crédito.

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