Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), e divulgado pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), demonstra que uma boa parcela dos varejistas sentiu aumento nas vendas mesmo durante a pandemia.

Denominado “Termômetro Anamaco”, a pesquisa reforçou que a percepção dos varejistas quanto às vendas está acima do que foi registrado no mês de julho, por exemplo. Ao todo, 54% dos varejistas disseram que aumentaram suas vendas. A queda das vendas oscilou apenas um ponto percentual, passando de 10% para 11%. Mesma diferença para aqueles que responderam que o fluxo de vendas se manteve no mês, caindo de 36% para 35% dos entrevistados.

Principais categorias

O termômetro aferiu ainda as principais categorias do varejo de material de construção no Brasil. Porém, com recuos no otimismo dos varejistas, ainda que o mercado indique crescimento para os próximos meses.

Na categoria de produtos básicos e de material hidráulico, a percepção de estabilidade das vendas em agosto superou as indicações de crescimento de julho. Em relação às vendas, 33% dos varejistas disseram que foi a categoria que mais faturou no mês.

Já o de revestimentos cerâmicos despontou em 60% nas indicações de crescimento. O segmento material elétrico, por sua vez, recebeu 47% de respostas indicando alta nas vendas para o mês.

Mas no comparativo trimestral, as vendas recuaram. No segmento de itens básicos, houve queda de 58% para 54% e pintura de 47% para 45%. Apenas material elétrico e revestimentos foram bem cotados nos últimos três meses. Com aumentos de 49% para 58% e 68% para 73%, respectivamente.

Sondagem por regiões

As regiões brasileiras com maior alta entre julho e agosto foram Nordeste, de 57% para 69%, e Sul, de 50% para 57%. Os varejistas da região Sudeste oscilaram com uma queda na percepção de crescimento de 52% para 46%. O Norte e Centro-Oeste recuaram de 64% para 53% e 62% para 57%.

Futuro

A pesquisa também revelou o nível de otimismo dos varejistas de material de construção com o último trimestre do ano. Dos entrevistados, 46% demonstraram ter boas perspectivas para o período.

Os lojistas do Sul (53%), Nordeste (53%) e Norte (51%) do país são os mais otimistas com a alta nas vendas dos próximos três meses, superando pouco mais da metade dos entrevistados.

Na região Sudeste, no entanto, os lojistas acreditam em estabilidade (41% contra 40% das intenções com perspectiva de crescimento). O mesmo cenário é repetido no Centro-Oeste, com 45% de assinalações de estabilidade à frente contra 41% de perspectiva de crescimento.

Os mais otimistas em detrimento do futuro das vendas são os que operam com as categorias de material elétrico e pintura, sendo 54% estimam alta nas vendas.

Material de construção pós-pandemia

Quem investiu em canais de atendimento, como redes sociais ou WhatsApp, por exemplo, fez uma excelente escolha. Isso porque mesmo após a pandemia as compras devem permanecer aquecidas no formato online.

Outra mudança que veio com a pandemia e que deve permanecer após a crise é o movimento faça você mesmo. Ou seja, as pessoas estão colocando a mão na massa e fazendo pequenas obras e reparos em casa. Essa ação tem ajudado o varejo de material de construção a seguir com as vendas. E a expectativa do setor é que essa tendência permaneça. Até porque caiu no gosto do povo essa sensação de promover melhorias em casa, no trabalho, pelo próprio desempenho.

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