O brasileiro está quase sempre conectado e a maior parte do tempo que passa navegando na internet está acessando as redes sociais. 

Essa nova era digital também pode ser muito bem aproveitada pelo setor varejista quando se fala na influência sobre o consumo.

A PwC mostrou na última pesquisa anual “Global Consumer Insights” que as mídias já são a principal fonte de inspiração para as compras dos consumidores. Dos entrevistados pela pesquisa no país, 46% responderam ser influenciados por essas mídias. Em seguida, aparecem os sites de comparação de preços (36%) e as redes sociais visuais (30%).

O levantamento também identificou que o shopper busca por uma experiência digital satisfatória e alguns dispositivos virtuais podem auxiliar bastante nisso. Ao serem questionados se ficam satisfeitos quando o varejista identifica que ele está próximo e envia ofertas personalizadas, 56% concordaram. Isso é possível por meio do dispositivo móvel com localizador/GPS e o recurso pode ser ativado em algumas redes sociais.

Já 60% dos consumidores responderam que esperam informações atualizadas em todos os canais, inclusive nas mídias digitais. Outros 57% ficam confortáveis quando um varejista monitora os padrões e históricos de compras para personalizar as ofertas para esse determinado shopper.

Como a experiência digital é importante para a jornada de compra do consumidor, que não se preocupa muito com o uso de dados e localização para ofertas personalizadas via dispositivos móveis, o varejista precisa ficar ligado nisso e aproveitar a oportunidade para incrementar o faturamento com esse público online.

Nas redes sociais a criatividade e inovação são livres para atrair a atenção do shopper. Inclusive muitas empresas já passaram a priorizar redes como o Facebook, Instagram e WhatsApp para negociar e concretizar as vendas, sem a necessidade de montar um site ou contar com a estrutura física.

Compras online
Compras online

Outra tendência são as lojas, em qualquer segmento, utilizarem as redes para atrair o consumidor para o ponto de venda e entender melhor o perfil de cada público. As mídias sociais aproximam o varejo do shopper e, como estratégia de venda, pode ser canal para conteúdo exclusivo de promoções, ofertas e até sorteios para seguidores e clientes fidelizados da loja.

O feedback dos estabelecimentos também é mais imediato através das mídias sociais. Um boletim informativo feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) traz algumas dicas importantes para o varejo usar as redes sociais de forma eficiente para o negócio. Confira:

Presença da marca: esse é o primeiro passo em qualquer rede – elaborar um cadastro e criar a página da marca na rede social. Os visitantes precisam sentir que estão interagindo com a empresa e não com uma pessoa física, mesmo que representante da empresa. Portanto, esse representante precisa ter delegação para falar em nome da empresa.

Relacionamento: No mundo virtual, assim como no mundo real, queremos nos relacionar com quem agrega algo para nós, seja informação, diversão ou entretenimento. O conteúdo divulgado pela sua empresa não deve se propor a simplesmente vender produtos ou serviços. Isso dará ao internauta a sensação negativa de que a relação não é de mão dupla, estando ele provendo relacionamento sem receber nada em troca. Notícias sobre o segmento, curiosidades, bastidores do processo criativo, informações sobre um determinado estilo de vida podem deixar a sua comunidade de seguidores mais contentes e até reforçar seu posicionamento. O conteúdo relevante também será o responsável pelo aspecto viral, o boca a boca do mundo virtual, e consequentemente o aumento da sua rede de contatos e seguidores.

Feedback: uma das grandes vantagens das redes sociais (e desvantagens para quem não sabe usar) é o feedback de seus seguidores. Suas informações e ações poderão ter repercussão por parte dos clientes. Se bem aproveitado, isso poderá ser uma grande arma para que o consumidor se sinta mais próximo da marca e a empresa conhecendo suas opiniões e hábitos. Interagir com os consumidores é a palavra-chave: perguntar, entender o que desejam, o que não gostam, etc.

Ações Promocionais: Imagine o que é informar em segundos, sem custo, para todos seus seguidores que a sua liquidação começa amanhã. Essa força de comunicação é sensacional para divulgar eventos do calendário promocional, mas só vai funcionar se sua empresa tiver pessoas afim de seguir a sua marca. Um determinado produto não está com bom giro e resolveu remarcá-lo no sábado de manhã? Comunique isso nas mídias sociais e ainda terá o sábado todo para vendê-lo. A internet parece ser o único veículo capaz de acompanhar o dinamismo do varejo.

Concursos: Entre as ações promocionais mais usadas estão os concursos. Aqui tem que funcionar a criatividade para lançar uma proposta que chame os seguidores a interagir com a página da empresa, em troca de concorrer algum prêmio. A finalidade pode ser desde a fixação da marca, um pedido de opinião, o batismo de um produto novo a ser lançado, etc. É importante lembrar que o prêmio tem que ter o seu valor percebido pelos clientes ou eles irão achar que a empresa está dando pouco e querendo muito.

Pesquisas de opinião ou satisfação com produtos e serviços: Uma ação de marketing das mais importantes e, normalmente, distantes da realidade das MPE. Seja pela dificuldade de elaborar e, principalmente, aplicar e financiar a ação, o fato é que as MPE raramente têm a oportunidade de conhecer o seu público. É importante lembrar que poucos, mesmo em uma rede social, se disporão a responder qualquer coisa de graça. Por isso é necessário oferecer alguma vantagem nessa “troca”. Pode-se associar a pesquisa a um concurso, por exemplo.

Fonte: Sebrae

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