A  imunização animal contra a febre aftosa continua a partir do próximo mês em várias regiões do país. Preocupados com a saúde do rebanho, muitos aproveitam o momento de vacinação para complementar os cuidados com outros itens do segmento.

Os produtos como medicamentos, desinfetantes veterinários, seringas, agulhas, entre outros, recebem grande oportunidade para incremento das vendas. Portanto, é extremamente importante que o varejista se atente para a demanda e oportunize esse mix ao cliente.

A segunda etapa da campanha nacional de vacinação tem como foco os animais com idade até 24 meses. Nos estados do Acre, Espírito Santo, Paraíba e Roraima, a imunização continua para o todo rebanho a partir de novembro. Segundo o cronograma divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no caso das reservas indígenas “Raposa Serra do Sol” e “São Marcos”, em Roraima, as vacinas em bovinos e búfalos ocorrerão até o dia 15 de novembro.

Já neste mês de outubro, os estados do Amapá e Pará darão continuidade à vacinação anual de todas as faixas de bovinos e bubalinos. Nas propriedades rurais do Pantanal, no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, todo o rebanho poderá ser vacinado de 1°de novembro até 15 de dezembro.

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) estima a comercialização de 140 milhões de doses da vacina para essa reta final da campanha. A segunda etapa, que na maioria dos estados começará no dia 1º de novembro, deve envolver 100 milhões de animais que recebem a dose a cada seis meses.

A multa para quem não imunizar o rebanho é de 5 Ufesps, o equivalente a R$ 128,50 por animal.

Imunização

A vacinação do gado no primeiro semestre deste ano teve a cobertura vacinal de 98,33%. De acordo com os dados do Mapa, dos 217.493.867 bubalinos e bovinos existentes, mais de 197,8 milhões foram imunizados na etapa anterior da campanha.

No mês de maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) declarou oficialmente o Brasil como país livre da doença a partir da vacinação. O estado de Santa Catarina tem o status de livre da febre aftosa sem vacinação.

A expectativa das autoridades é poder ampliar, a partir do reconhecimento da OIE, a zona livre de febre aftosa sem vacinação até maio de 2023. Da mesma forma, já prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa).

Se as ações previstas no programa forem cumpridas como o esperado, a partir de novembro do ano que vem, será iniciada a suspensão gradual da vacinação obrigatória no Acre, Rondônia, parte do Amazonas e do Mato Grosso.

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