A preocupação com a identidade visual costuma ser associada a grandes marcas. Coca-Cola, McDonalds e Apple são algumas multinacionais com logotipos e cores icônicos. Mas o cuidado com a comunicação das pequenas empresas também é importante, pois as aproxima mais dos consumidores.

Isso acontece porque a identidade visual de qualquer empreendimento vai muito além de um layout atraente. Formas, traços, cores e letras utilizadas em sua concepção deixam claros o propósito do negócio: qual produto ou serviço vendido, sua cultura e sua missão.

Além disso, essa associação de elementos gráficos pode fazer a diferença no resultado das vendas. Veja o caso da linha de isotônicos Gatorade.

Identidade visual x vendas

Embora criada na década de 1960, a empresa passou a adotar o famoso símbolo de raio em 1995, após ser adquirida pela Quaker. O problema é que, na mesma época, os energéticos começaram a ganhar popularidade e o conceito de energia da nova logo conflitava com a proposta de produtos que nem eram concorrentes.

Foi necessário repensar o design da marca. O raio do logotipo ficou, a letra G (da inicial) ganhou maior destaque e a embalagem foi reformulada. Como o produto foi pensado para quem pratica atividades físicas, nada mais justo do que seu formato ser prático de ser segurado e com um bico que projetasse a saída do líquido.

Resultado? As vendas da Gatorade aumentaram em 50%, com lucro de US$ 200 milhões. No início dos anos 2000, a marca foi vendida para a Pepsi por R$ 13 bilhões. Esse valor era seis vezes superior ao preço pago pela Quaker.

Portanto, não basta pensar em cores e formas agradáveis. A identidade visual precisa fazer sentido para o produto e serviço. Quando se acerta, o sucesso é garantido.

O que não fazer

No caso de pequenas empresas, logotipo da marca e layout do PDV precisam estar alinhados e literalmente conversarem entre si. Essa sintonia também precisa ser mantida em outros canais que o empreendimento possua, como aplicativos de bate-papo, sites, e-mails e redes sociais.

Antes de pensar em como trabalhar a identidade visual, o empreendedor deve estar atento a algumas armadilhas. O portal Pequenas Empresas & Grandes Negócios listou recentemente os cinco erros mais comuns quando se planeja a comunicação da marca.

O primeiro erro está em investir em um design de baixo orçamento. Lembre-se de que toda a comunicação da sua empresa vai ser espelhada na forma como ela se apresenta.

Utilizar-se de programas que geram logotipos automaticamente, por exemplo, não é o ideal. Vale a velha máxima: “o barato pode sair caro”. Logo, defina um orçamento para planejar a identidade visual da sua loja.

Outros erros estão usar logotipos genéricos ou copiar modelos usados por outras marcas, escolher cores apenas com base no gosto pessoal ou mesmo sobrecarregar o logotipo com excesso de informação.

Como começar a desenvolver a identidade visual

Para guiar o empreendedor no desenvolvimento de uma identidade visual efetivas, destacamos abaixo três passos importantes. Confira:

  1. Entenda qual o público-alvo da loja. É o primeiro passo para encontrar sua identidade visual. Saiba quais são os hábitos de consumo, em quais redes sociais costumam estar e informações socioeconômicas.
  2. Estabeleça o orçamento. Para definir o orçamento é necessário saber como a identidade visual será aplicada. Tem a logo e cores para a loja física, mas e as redes sociais ou mesmo uniformes da equipe de colaboradores? Não basta ter um arquivo de imagem para aumentar e reduzir conforme o tipo de uso. Cada finalidade exige formatos específicos. Sendo assim, coloque no papel todos os usos possíveis, como e-mail, papel timbrado, outdoors, panfletos, layout de site, layout das redes sociais, brindes, anúncios em revista e fachada do PDV, entre outros.
  3. Defina cores, fontes e estilo. Quando lidamos com recursos visuais, nossa capacidade de nos lembrarmos de algo aumenta em 80%. Por isso, as cores e outros aspectos ligados à logo são tão relevantes. Para chegar até esse ponto, é essencial ter em mãos os dados anteriores. Assim, o designer terá condições mais adequadas de trabalhar a identidade visual para a empresa. Obviamente, o empreendedor pode fazer sugestões e apresentar outros dados, como a história de fundação do empreendimento e elementos que apreciam. Mas deve ficar claro que o layout é feito para atrair os clientes. Logo, eles precisam se identificar com a proposta.

De nada adianta uma farmácia colocar na logo uma bolsa só porque o proprietário ama bolsas, por exemplo. Isso porque a associação entre serviço e empreendimento fica mais difícil. E dificuldade é algo que não pode existir no caminho da identidade visual entre consumidores e empresas.

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