Entre os setores do varejo que menos sofreram com a pandemia está o de Farmácias. No país, cerca de 90 mil negócios seguem firmes no mercado, sendo impulsionados por pessoas que estão focadas na saúde e, consequentemente, continuam consumindo. O resultado disso é um aumento no número de lojas abrindo e o faturamento quebrando barreiras.

Segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), entidade que reúne as principais empresas do ramo, de janeiro a outubro de 2020, o setor faturou R$56,87 milhões, 7,76% superior ao mesmo período de 2019. Entre os produtos consumidos, 49% são de medicamentos, 33% de não medicamentos e 18% de medicamentos isentos de prescrição.

Em um ano de grande expansão, o saldo de lojas inauguradas com a de fechadas foi positivo de 900 lojas. Além disso, em algumas regiões do país a expectativa de crescimento de vendas é de 10%.

Segundo o diretor-executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, essa porcentagem de crescimento está relacionada somente com as novas lojas abertas em 2020, e não leva em consideração o aumento de vendas naturais do mercado. Ainda de acordo com o executivo, a projeção de crescimento pode chegar até em 14% caso o patamar de crescimento se mantenha.

Já para o presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácia (Febrafar), Edison Tamascia, o isolamento social foi um dos grandes causadores do crescimento do setor em 2020. Ele comenta ainda que o boom foi no terceiro trimestre, resultado que não deve se repetir em 2021.

“Crescemos 24,4% em 2020, acima do mercado e de 2019 (alta de 17%). Mas dificilmente vamos repetir esses 24% em 2021. Atendemos à demanda de bairro que subiu com o home office e isso não deve manter o ritmo. E na periferia, o auxílio emergencial ajuda, e ele não foi renovado”, disse.

Farmácias x mercado 2021

As farmácias devem ficar atentas às tendências de mercado para manter o crescimento. Entre as novidades está a vacina contra à Covid-19, que já está em andamento em todo o país.

Por enquanto, somente o Ministério da Saúde está fazendo a distribuição do medicamento para instituições que realizam o procedimento. Porém, com o avanço da campanha nacional, pode ser que seja a oportunidade de as farmácias faturarem com a oferta da vacina, assim como aconteceu com a gripe. Fiquem atentos!

Outra atenção que o setor deve ter é com o estoque. Com a chegada da vacina, alguns hábitos de consumo devem ser potencializados, como itens cosméticos e produtos do mercado de beleza masculina, que está em alta. Com a provável “erradicação” da doença e a diminuição do isolamento social, as pessoas tendem a voltar à rotina fora de casa.

Investir em comunicação também é um ponto importante que as farmácias devem manter. Em período de recessão econômica, muitas empresas cortam primeiro o investimento em divulgação. Um grande erro, pois “se você não aparece, seu cliente não sabe que você existe”. Então faça um planejamento de ações assertivas, seja no ponto de venda, seja no digital.

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