O empreendedorismo feminino tem se mostrado uma jornada solitária. É o que aponta um estudo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Realizado em parceria com o Sebrae, o levantamento aponta que 86% das mulheres administram sozinhas seu próprio negócio.

Conforme os dados, o percentual é maior entre as mulheres das classes C, D e E. Elas representam 89% em que não há sociedade. Entre as que não estão formalizadas, a gestão concentrada ocorre em 92% dos empreendimentos.

A pesquisa CNDL, SPC e Sebrae sobre empreendedorismo feminino destaca ainda que essa situação resulta do acúmulo de funções na rotina da mulher. Afinal, além de empreendedoras, em geral, assumem responsabilidades como mães e donas de casa.

Outro ponto levantado pelas entrevistadas está no preconceito quanto à capacidade feminina frente à gestão de uma empresa. Em 15% das respostas, elas disseram ter ouvido que mulheres seriam “menos capazes” que os homens.

Presença online e capacitação

O estudo mostra também que a internet tem uma importante participação nos empreendimentos liderados por mulheres. Conforme as informações, 88% das ouvidas usam canais de venda online.

A maior adesão é ao WhatsApp, com 74% do público. Ao menos 57% dos negócios estão nas redes sociais. Já o atendimento presencial é oferecido por 44%, sendo que 20% vão até o cliente.

Constatou-se ainda que o nível de profissionalização dos empreendimentos é baixo, apesar da busca por adaptação ao mercado. Em 95% dos casos, não há equipe profissional para cuidar do marketing da empresa.

E mais: menos da metade (42%) investe financeiramente em divulgação. Dessas, 23% optam pela modalidade mais barata, que é o impulsionamento nas redes sociais.

O presidente da CNDL, José César da Costa, analisa que a baixa profissionalização não é restrita às mulheres. Além disso, há indícios de que esteja atrelada à crise gerada pela pandemia.

“As empresas tiveram que se adaptar rapidamente durante a pandemia e os pequenos varejistas encontraram nas redes sociais uma saída para continuar atendendo a sua clientela. Diante da crise, essa adaptação foi realizada na maioria das vezes sem capital e sem capacitação, sendo feita diretamente pelos empreendedores e empreendedoras”, avalia.

Elas são mais de 10 milhões

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), o número de empreendimentos geridos por mulheres subiu de 8,6 milhões para 10,1 milhões no final de 2021. Contudo, elas representam apenas 34% do universo total de donos de negócios no país.

A análise feita pelo Sebrae aponta que 50% das proprietárias estão no setor de serviços e 21%, na construção civil. Houve também crescimento da participação feminina nos setores de informação/comunicação e educação/saúde.

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