Enquanto alguns segmentos do varejo consomem uma boa fatia no e-commerce, as farmácias vão na contramão desse movimento. Um estudo realizado pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC) mostra que poucas pessoas utilizam esse canal para efetuar as compras de medicamentos e outros itens farmacêuticos.

Os resultados da mais recente Pesquisa de Comportamento do Cliente na Farmácia apontaram uma parcela inexpressiva de shoppers que ainda efetua as compras do segmento na internet. Ao serem questionados se já compraram medicamentos pelo varejo online, 97,98% dos entrevistados responderam que nunca, 1,25% falaram que raramente fazem e apenas 0,78% alegaram frequência nessa modalidade.

 

Amostragem da pesquisa

O estudo do IFEPEC, em parceria com o Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia, do Instituto de Economia da Unicamp, entrevistou cerca de 4 mil clientes no momento em que saíam das farmácias.

A seleção ocorreu de acordo com os agrupamentos do mercado farmacêutico como Abrafarma, Outras Redes Corporativas, Febrafar, Outros Agrupamentos e Farmácias do segmento Independentes. Em todos eles, o número de pessoas que respondeu que não fazem compras virtualmente foi muito grande.

Inseridos no grupo Abrafarma, 97,74% informaram que nunca compraram medicamentos pela internet. Outros 98,03% representaram essa parcela no agrupamento Febrafar. Os demais também ficaram entre o percentual de 97,46% a 98,40%.

 

Fique que olho nos fatos:

Isso mostra que, ainda que especialistas do mercado sinalizam o e-commerce como um caminho para o futuro do varejo farmacêutico, as vendas de medicamentos online ainda estão longe de ser uma realidade.

“Esse é um dado muito importante, pois mostra mais uma vez a distância existente em debates que observamos em relação a realidade do mercado”, comentou o presidente do Febrafar, Edison Tamascia.

 

Segundo ele, o shopper ainda é muito fiel às farmácias pelo fato de existir farmácias próximas e também por ser um produto que demanda certo imediatismo. Por esses e outros motivos, a venda de medicamentos online não se mostra viável a médio e curto prazo.

 

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