O Dia da Criança 2021 está chegando e a expectativa é que o varejo perceba uma leve recuperação no faturamento. E essa previsão é confirmada em uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

O levantamento aponta que 72% dos brasileiros das capitais do país devem ir às compras no Dia das Crianças 2021, com previsão de movimentar R$ 10,93 bilhões na data. O período serve como termômetro para o Natal.

Mesmo com uma possível grande procura, o valor do ticket médio, para 36% dos entrevistados, deverá ser o mesmo do ano passado. Enquanto 31% pretendem gastar menos, e 23%, mais.

Trazendo em números e valores, a pesquisa mostra que os entrevistados pretendem comprar 2,19 presentes, gastando R$ 200, com 82% pagando à vista.

Já a forma de pagamento mais escolhida será o dinheiro, com 45%. Em seguida aparecem o cartão de débito (38%) e crédito parcelado (36%), que deverão fazer em quatro parcelas, em média.

Entre os presenteados, os filhos representam 49% das crianças, seguidos por sobrinhos, 37%, afilhados, 17%, e netos,15%.

Ainda conforme os entrevistados, os presentes mais procurados são bonecas/bonecos (41%), roupas e calçados (35%), jogos de tabuleiro e educativos (32%) e avião e carrinho de brinquedo (20%).

Canais de compras

Seguindo uma tendência mundial, que apontou crescimento do e-commerce nesta pandemia, a pesquisa da CNDL e SPCBrasil mostra que a internet será o principal ponto de vendas dos presentes, escolhida por 37% dos entrevistados. Outros 33% escolheram ir aos shoppings centers e 23% nas lojas de rua/bairro.

Entre os locais procurados na internet, 79% disseram que comprarão pelos sites, 70% por aplicativos e o Instagram aparece com 20% das intenções. Esse é um dado importante para que os varejistas fiquem em alerta, pois caso não tenham site de vendas, deve-se aproveitar as plataformas e mecanismos já existentes, como as redes sociais e o próprio Whatsapp.

E é bom os comerciantes se prepararem para a guerra de preços, pois esse será o principal fator de escolha de local de compras para 69% dos entrevistados. Na sequência aparecem a localização (46%) e a diversidade de produtos (43%).

No próximo passo, que é a escolha dos presentes, 25% dos entrevistados levarão em consideração a qualidade do produto. Além disso, 18% vão considerar o preço, e 16% promoções/descontos, mesma porcentagem para o desejo do presenteado.

Economia

Entre os que gastarão menos em presentes de Dia das Crianças 2021, 33% responderam que vão economizar. Outros 29% estão com o orçamento apertado, e 18% citam o cenário econômico instável atual como responsável pela diminuição no valor gasto.

Os dados da pesquisa mostram que dos entrevistados que não vão comprar presentes, 34% não têm crianças na família ou no círculo de amigos que queiram presentear.

Outros 18% vão priorizar o pagamento de dívidas, e 18% não têm o costume. Além disso, 71% consideram que os produtos estão mais caros este ano se comparados ao ano passado.

Já entre os que vão deixar de presentear porque estão sem dinheiro, desempregados ou não vão encontrar o filho, 74% citam a influência dos impactos da pandemia da Covid-19.

Mas alguns não estão pensando em economia. Dos 23% que pretender gastar mais do que em 2020, 44% desejam comprar um presente melhor esse ano, enquanto 35% acreditam que os preços estão mais altos e 29% deverão comprar mais presentes.

Endividado sim, sem presente, de jeito nenhum

Muitas famílias estão com orçamento apertado, mas nem por isso pretendem economizar nos presentes. De acordo com os entrevistados, 24% costumam gastar mais do que podem com as compras do Dia das Crianças 2021.

Entre os que vão presentear nesta data, 7% pretendem deixar de pagar alguma conta para comprar presentes e 33% estão atualmente com alguma conta em atraso, sendo que 63% destes estão com o nome negativado.

Mesmo com um comportamento impulsivo, 79% pretendem fazer pesquisa de preço antes de comprar, tendo a internet como principal local para 76%, sobretudo os sites/aplicativos (65%). Enquanto 70% farão pesquisa de preço offline, principalmente em lojas de shopping (41%) e lojas de rua (40%).

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