A Associação Paulista de Supermercados (APAS) realizou uma pesquisa, por meio do IBOPE Inteligência, para detectar as tendências do consumidor do setor supermercadista para 2018/2019. Entre as principais características no perfil se destacou a preferência por mercados de bairro e supermercados.

Segundo o estudo, esses canais são a primeira opção de dia a dia para 22% dos entrevistados, maioria mulheres (23%), jovens de até 24 anos (26%) e classes C, D e E.

Os atacados e atacarejos são o segundo canal preferido com 12% de preferência, com maior interesse por homens (14%) e jovens (16%) das classes C a E.

 

Quesitos para as compras

 

A escolha para as compras de rotina está relacionada ao preço, à qualidade, variedade de produtos e localização. No caso dos estabelecimentos de bairro, o principal quesito apontado pelos entrevistados foi a localização (87%). Eles também se destacam para compras de emergência (50%), pela rapidez ou conveniência.

Os supermercados e hipermercados aparecem como segunda opção (36%), preferência para as classes A (48%) e B (44%) e homens e mulheres com 55 anos ou mais (41%).

Já nos atacarejos se sobressaiu o quesito preço (90%). “Os consumidores mais exigentes e informados querem mais do que somente bons preços. Eles desejam uma combinação de preço, qualidade de produtos e localização”, diz o presidente da entidade, Ronaldo dos Santos.

 

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Consumidores na web

 

Quem um dia imaginou que os supermercados também ganhariam espaço na internet, não é mesmo? Essa realidade nunca esteve tão presente, como vem ganhando força no e-commerce diante ao consumidor em busca de preço e praticidade.

O estudo apontou que 15% dos consumidores brasileiros já fazem compras de produtos de supermercados na web. A preferência atinge 19% na classe A e na classe C, 16%. O hábito é ainda mais frequente entre jovens de até 24 anos.
Nas lojas virtuais, o shopper busca mais por produtos de higiene pessoal e beleza (57%), decoração e utilidades (50%), além material de limpeza (46%). A categoria de frios e laticínios estão em último lugar na preferência, com a resposta de pelo menos 20% dos entrevistados.

“A falta de tempo para realizar as compras físicas não é o fato que prepondera para a escolha de compras online. Apenas 23% dos entrevistados apontaram a luta contra o relógio como motivação”, afirmou Santos.

De acordo com o presidente da Apas, o canal online se destacou por oferecer maior variedade de produtos e pela percepção de que os preços online são mais em conta (67%). O levantamento também mostrou que a facilidade de comparação de preços foi citada por 57% e a percepção de sempre encontrar o que procura por 49%.

Apesar da crescente, a maioria dos consumidores (57%) ainda é mais tradicional e diz que não compram produtos de supermercado pela internet porque preferem ver e escolher os produtos ao vivo. O impasse do frete foi citado por 51% e a desconfiança em relação ao envio de produtos frescos por 45%.

Na análise regional, o Sul do país lidera as compra online de produtos de higiene pessoal e beleza (64%), decoração e utilidades (59%), material de limpeza (57%) e artigos para pets (32%). Na região Sudeste, a preferência dos consumidores online recai sobre as bebidas (45%). No Norte/Nordeste do Brasil, os consumidores lideram a compra online de carnes (24%). Já a região Centro-Oeste destaca-se pelas compras em e-commerce de alimentos básicos (50%), artigos infantis (39%) e frios e laticínios (22%).

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