Os consumidores brasileiros passaram a mudar os hábitos de compra a partir da crise financeira iniciada em 2014. Eles estão mais atentos aos preços e têm utilizado algumas alternativas para poupar o bolso.

Isso é o que mostra um estudo conjunto da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) com o Banco Central do Brasil (BCB).

A pesquisa revelou que mais da metade dos entrevistados (53,3%) começaram a pesquisar preços antes de efetuar a compra. Enquanto isso, 46% dos consumidores substituíram os produtos de interesse por marcas similares mais baratas e outros 42% admitiram adotar a rotina de pechinchar os valores.

Apostas para conquistar esse shopper cauteloso

Esse é um reflexo do poder aquisitivo mais baixo das famílias que tiveram que reaprender a utilizar os gastos para não comprometer tanto o orçamento familiar. O cenário econômico forçou os consumidores a gastar com mais cautela, cortar despesas diversas e encontrar meios de fazer o orçamento render mais.

Os varejistas precisam se atentar para essas mudanças de hábitos pensando em conquistar esse tipo de shopper mais cauteloso. Apostar em marcas similares e marcas próprias, por exemplo, pode também estar atrelado à qualidade do produto e garantia de faturamento. Fazer promoções e dar visibilidade a elas dentro da loja é outra ação simples e eficaz para satisfazer essa parcela de consumidores.

Possibilidades para 2019

Embora muitos brasileiros começaram a repensar os gastos por causa do momento crítico da economia, o estudo traz que, mesmo com melhora do cenário, a maioria dos consumidores manteria os novos comportamentos. 

Foi questionado se caso a situação econômica do país melhorasse em 2019, com mais empregos e maior facilidade de abertura de crédito, os hábitos continuaram os mesmos. Sete em cada dez entrevistados responderam que manteriam o hábito de economizar nos serviços de luz, água e telefone, pensando no valor da conta (71,3%). Os que continuariam substituindo produtos por marcas similares mais baratas atingiram o percentual de 68,5%.

Dar atenção às promoções, sempre buscando um preço menor (66,7%) e pesquisar preço antes de adquirir um produto (66,4%) também representaram as intenções de grande parte dos brasileiros.

Em contrapartida, dentre as atitudes que poderiam ser abandonadas no caso da melhora neste ano estão a redução dos gastos com lazer (15,8%), evitar os parcelamentos muito longos (15,4%) e evitar a compra de bens supérfluos como bebidas, carnes nobres, guloseimas, e outros (11,4%).

RESUMO EM TÓPICOS

• Principais mudanças de hábito dos consumidores: pesquisa prévia, pechincha e substituição por marcas mais baratas;

• Sugestão para o lojista: apostar em marcas similares e marcas próprias para conquistar o shopper mais cauteloso.

 

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