Consumidor DC, o que é isso? Estamos diante de um cenário incerto em todos os seus aspectos, especialmente os econômicos. Talvez ainda seja muito preliminar traçar o futuro daqui para frente. No entanto, algo é inegável: o mundo mudou e o comportamento do consumidor também.

O comércio precisa entender que essa transformação pode impactar o mercado a longo prazo ou até de forma permanente. É preciso pensar o formato da loja sob o novo aspecto do “consumidor DC”, ou seja, o consumidor depois do coronavírus. Quais são as prioridades no carrinho de compra? O que deixará o shopper satisfeito? O que ele espera do ponto de venda? E do e-commerce?

São perguntas para serem respondidas ao longo do tempo, mas já conseguimos vislumbrar algumas coisas. Hoje, o Portal Vitrine do Varejo traça algumas impressões do mercado varejista sobre esse consumidor DC.

Conveniência e delivery

Uma das mudanças mais claras, senão a maior delas, é a expansão dos serviços de entrega. Algo que o varejo já vinha se adaptando e ainda de forma mais usual nas grandes redes, seja por aplicativos de delivery  ou com serviço próprio de entrega. Porém, agora se tornou ainda mais eficiente já que diante das limitações do isolamento social o consumidor passou a entender a importância de ter o produto sem sair de casa.

Os analistas de mercado defendem que o modelo possa ser enraizado de vez ao varejo já que agora o cliente, que não era habituado a ter acesso a esse tipo de serviço, viu na prática a praticidade e a sua eficiência. Por outro lado, o varejista também passou a entender que implementar a ferramenta aos processos da loja auxilia na captura e fidelização da clientela.

Experimentação e o consumidor DC

Se antes um grande problema da infidelidade do cliente à loja era ser comprometida pela quantidade de promoções que a concorrência também ofertava, hoje essa fidelização fica ainda mais prejudicada porque o cliente quer priorizar a experimentação.

O quadro que a pandemia nos leva neste momento é de uma maior abertura para essa experimentação, quando o consumidor se sente mais estimulado a conhecer outros produtos e serviços e tirar suas próprias conclusões a partir da primeira experiência. Se ficar satisfeito e essa experiência for boa, ele pode retornar e fazer novos pedidos em outra oportunidade.

Faça você mesmo

O tempo em casa forçou a população a se dedicar mais a habilidades que muitos talvez nunca tivessem a oportunidade de executar até então. Com isso, o chamado DIY – sigla inglesa para do it yourself ou, traduzindo, “faça você mesmo” – ganha força nesse cenário e não deve ser esquecido mesmo após a pandemia.

Cozinhar, costurar, consertar, fazer pequenos reparos e reformas em casa passaram a ser rotina na vida do consumidor e o varejo deve se preocupar mais com o mix que atenda a essas necessidades.

Consumidor ainda mais digitalizado

Usar os canais digitais para se aproximar mais do cliente também deve ser uma das principais metas para alcançar o consumidor DC. As pessoas estão começando a se adaptar à facilidade de receber seus produtos em casa, até aqueles que sempre foram mais resistentes.

A Covid-19 forçou o consumidor a ser mais maleável e a se familiarizar mais com o comércio online, o que indica uma forte tendência desse perfil daqui para frente.

Movimento de infidelidade

Diante do quadro que estamos vivendo, o consumidor está focado nos itens de consumo por necessidade do que por desejos. Isso acaba refletindo em um caminho de infidelidade de forma geral. Se de um lado o consumidor DC pode nem sempre comprar a marca de preferência, por outro possibilita que ele faça novas experimentações seja em produtos, marcas, serviços e até mesmo um supermercado que até então nunca tinha sido alvo dele. Então, esse pode ser o momento dele se tornar fiel a sua loja. Já pensou nisso?

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