O Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) cresceu 0,8 pontos. Ela atingiu 85,5 pontos no mês de dezembro. A taxa é a maior calculada no período desde o ano de 2014, quando chegou a 88,8.

Na média trimestral, o ICST avançou 1,7 ponto e atingiu a quarta alta consecutiva. O crescimento foi influenciado tanto pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST), quanto pelo Índice de Expectativas (IE-CST).

A melhora da situação atual foi de 74,7 pontos. Sendo assim, é o maior índice desde o mês de abril de 2015 (75,5 pontos). A maior contribuição foi através do indicador que mede a percepção sobre o momento atual. Ele subiu 1,0 ponto para 77,4 em dezembro.

O IE-CST cresceu 0,8 ponto e atingiu o patamar de 96,6 pontos. Esse foi o maior nível registrado desde fevereiro de 2014 (97,7 pontos). O aumento das expectativas sofreu influência do indicador que mede a demanda prevista para o próximo trimestre. Além disso, avançou 2,4 pontos para 97,5 pontos.

Os indicadores desagregados do Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) também apresentaram variações positivas no mês. A Mão de Obra registrou aumento de 2,0 e Máquinas e Equipamentos foi de 1,2 ponto percentual.

De acordo com a coordenadora de projetos da Construção da FGV, Ana Maria Castelo, a confiança dos empresários do setor melhorou só que ainda não incidirá sobre o PIB do segmento econômico.

Além disso, a proporção de empresas que relatou redução no quadro de pessoal para os próximos meses caiu de 26,2% em dezembro de 2017, para 20,5% em dezembro de 2018.

“A percepção empresarial dominante foi de melhora no ambiente de negócios da construção ao longo de 2018. No entanto, a esperada recuperação foi adiada mais um ano. Mas as empresas da construção sinalizam para o próximo ano uma melhora importante no mercado de trabalho”, observou a especialista.

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