O segundo semestre de 2022 tem sido desafiador para o varejo. Com a inflação persistente e a queda de renda do brasileiro, atrair o interesse do consumidor não é tarefa fácil. No entanto, é justamente no comportamento do consumidor na hora das compras que o setor pode encontrar as estratégias para otimizar as vendas nesse momento.

Conforme a mais recente pesquisa do Datafolha sobre o tema, 67% dos brasileiros mudaram os hábitos de consumo, ou seja, o comportamento do consumidor está diferente. Nesse grupo, sete em cada dez pessoas passaram a dar preferência para marcas mais baratas e produtos perto do prazo de vencimento. Alimentos considerados fora do padrão de venda, como soro de leite e ponta ou retalho de frios, também têm tido saída.

Em comum, claro, todos esses itens têm o fator preço: na busca por economia nas compras, os consumidores dão preferência a alternativas com menor custo. A pesquisa sobre o comportamento do consumidor na hora das compras contou com 2.556 pessoas de 183 cidades e foi realizada no final de julho.

Outra pesquisa, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), corrobora esses dados. O levantamento, feito no final de julho em parceria com o Instituto FSB Pesquisa, ouviu 2.008 pessoas em todos os estados brasileiros e constatou: 40% dos consumidores deixaram de comprar alguns alimentos. Todavia, 61% acreditam que as finanças vão melhorar até o final do ano.

Como se adaptar e manter a qualidade

O que todos esses dados apontam é que, mesmo mantendo a qualidade do serviço prestado, o varejo pode ampliar as opções ofertadas. Além de negociar melhor com fornecedores, é recomendável que se tenha atenção redobrada com o estoque e as oportunidades existentes.

Um bom exemplo disso está nos produtos próximos da data de vencimento. Já há atacados especializados no comércio desse tipo de item. Nesse caso, deve-se dar um destaque maior aos produtos, deixando-os concentrados em uma gôndola próximo ao caixa ou mesmo no final de algum corredor, por onde o cliente poderá passar e se interessar por outras ofertas.

Porém, é importante sinalizar adequadamente a área, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor (CDC). É preciso deixar claro para o cliente que naquele local encontram-se itens próximos do fim da validade.

Também se orienta a optar por itens de rápido consumo, como iogurtes e bolachas, caso contrário a oportunidade pode virar propaganda negativa para o estabelecimento. E não se deve esquecer de deixar um colaborador na checagem para evitar que produtos vencidos continuem nas prateleiras.

O mesmo vale para a exposição das pontas de frios e hortifrutis que estão fora do padrão, ou seja, possuem pequenas manchas e distorções, embora seu valor como alimento não esteja comprometido. Evidencie as condições dos itens como motivação da oferta e mantenha nas proximidades as versões tradicionais.

Com transparência e respeito pelo cliente, todo PDV tem chances de ser lembrado pelo cliente assim que passar a fase crítica de suas finanças. Além de ajudar na manutenção das vendas, pequenas adaptações no estoque ainda vão reforçar a relação com os consumidores.

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