Ainda que o cenário não tenha sido dos mais favoráveis em 2018, os setores supermercadista, farma e atacarejo se destacaram no período.

Um estudo da Nielsen divulgado durante a Convenção da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), no Rio de Janeiro, mostrou que os consumidores brasileiros estão se esforçando para manter os níveis de consumo dos produtos de giro rápido.

O levantamento demonstra que, ao longo dos últimos anos, a busca por promoções, preocupações com a saúde/bem-estar e menor lealdade às marcas e aos pontos de venda se tornaram fatores que acompanham a rotina de consumo da população brasileira.

“Essa preocupação com o custo versus o benefício tornou o consumidor multicanal. Ou seja, dependendo da missão de compra e da disponibilidade financeira, a escolha muda”, comentou o gerente de Relacionamento com o varejo, Daniel Asp.

Crescimento dos canais

Os canais Supermercados Médios (3%), Cadeias de Farmácias (3,1%) e Cash&Carry (Atacarejo) (12,3%) foram os destaques do ano. Os consumidores ainda aumentaram a frequência de compra em atacarejos em busca de melhores preços e ofertas.

Em média, 60% dos lares brasileiros, equivalente a 31,6 milhões, compraram mensalmente no canal, o que representa crescimento de 9% ante a 2017. Também se destacou a abertura de lojas do segmento, superando o aumento de 50% desde 2015. Segundo o especialista da Nielsen, esse comportamento tende a continuar mesmo com a expectativa de retomada da economia.

5 Dicas para melhorar a gestão de categoria da sua loja

Consumidor pesquisa e pechincha mais antes de concluir a compra

Supermercados em desenvolvimento

Enquanto isso os supermercados, com características de compras de reposição e maior proximidade do consumidor, é um canal que tende a seguir se desenvolvendo à medida que a renda aumente e o brasileiro volte com mais intensidade na busca por proximidade e conveniência.

“Nesse ponto, as cadeias regionais têm um papel muito importante em conhecer bem seus consumidores, já que elas representam hoje 82% das lojas de Super, e contribuíram para a boa performance do formato no ano passado com abertura de lojas (38%) e crescimento orgânico (62%)”, pontuou Daniel.

Dicas para melhorar o consumo em sua loja

A mesma pesquisa identificou alguns pontos que farão a diferença ao varejo neste ano com base nas experiências de consumo do ano passado:

#1 – Atente-se à precificação dos itens-chave da loja, que pode auxiliar na redução de prejuízos e aumentar os lucros.

De acordo com a Nielsen, a prática de descontos em itens com baixa elasticidade promocional e a perda de competitividade daqueles que deveriam ter um controle de preço mais assertivo é muito comum. Em 2019, a consultoria identificou cerca de R$ 11 bilhões em promoções subsidiadas pelo varejo e pela indústria que não geraram vendas incrementais.

#2 – Priorize o relacionamento com o cliente no planejamento de gestão da sua loja.

Os levantamentos mostram que clientes leais geram aumento de vendas entre 3% e 6%, bem como ampliam a frequência de visitas em 5%.

#3 – Personalização de promoções resultam em um acréscimo de 4%, se comparado às promoções não personalizadas.

RESUMO EM TÓPICOS

• Busca por promoções e preocupações com a saúde/bem-estar se tornaram fatores que acompanham a rotina de consumo da população brasileira;

• Consumidores aumentaram a frequência de compra em atacarejos em busca de melhores preços e ofertas.

 

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