As chuvas acima da média registradas nesse primeiro bimestre de 2020, especialmente na região Sudeste do País atingindo Minas Gerais, São Paulo e o estado do Rio do Janeiro, têm deixado muitos rastros de destruição e prejuízos a população brasileira. No comércio, a realidade não é diferente e muitos varejistas estão tendo que contar com o apoio das autoridades competentes para minimizar os transtornos gerados pelo volume intenso de água.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio SP) informou que os transtornos causados pelas chuvas devem gerar em torno de R$ 110 milhões em prejuízo para o comércio local. A estimativa levou em conta, principalmente, os segmentos mais suscetíveis à compra por impulso como varejo alimentar, farma, vestuário, livrarias, entre outros.

O estado de Minas Gerais também vem sofrendo drasticamente desde mortes a danos estruturais em imóveis, forçando o estado a decretar situação de emergência em quase 200 cidades mineiras. Só na capital Belo Horizonte, cerca de 2,5 mil estabelecimentos comerciais tiveram impactos com as primeiras semanas de temporais. Deste total, 51% alegaram perda financeira segundo pesquisa da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade.

O estudo da CDL local apontou ainda que a diminuição do número de clientes visitando as lojas foi o maior problema e, em seguida, os danos causados nos estoques, móveis e maquinários.

No Rio, os prejuízos aos comerciantes ultrapassam a casa dos R$ 182 milhões segundo a Fecomércio RJ. As principais consequências ao setor oriundas das chuvas foram a falta de funcionários que não conseguiram ir trabalhar e danos materiais em virtude de alagamentos.

O levantamento feito pela entidade com base no forte temporal do último dia 6 de fevereiro mostrou que 14,1% dos estabelecimentos tiveram falta de produtos porque o caminhão com mercadorias não chegou. Dos que informaram os prejuízos, 64,1% tiveram perda ou queda no faturamento.

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Ante às circunstâncias, algumas concessionárias estatais e governos já se mobilizam para tentar ajudar os prejudicados com as chuvas. Em MG, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) divulgaram a concessão descontos nas contas de água e luz para os clientes atingidos.

A Copasa avalia também as condições dos imóveis para a isenção das contas com vencimento a partir de fevereiro e os custos de corte de abastecimento e religação dos imóveis afetados não serão cobrados.

Foi solicitada pela Fecomércio MG a suspensão do recolhimento dos tributos estaduais devidos pelos contribuintes situados nos municípios afetados pelas chuvas. O governo analisa o pedido.

Carnaval à vista e esperança de recuperação no comércio!

O mês é curto, a previsão de chuva continua e o desestímulo para as vendas é grande entre muitos varejistas, mas é preciso estratégias para fazer da crise uma oportunidade. O Carnaval está aí e para o varejo é uma data muito importante. Milhões de brasileiros já se planejaram para viajar ou festejar durante o período desta grande festa.

Os varejistas precisam focar na data para correr atrás do prejuízo e tentar dar uma recuperação nas vendas afetadas pela situação climática. Planeje, impulsione as ações promocionais e foque nos produtos sazonais para atender a grande demanda dos consumidores. Lembre-se de colocar em evidência o mix com muita saída nas compras por impulso agora prejudicadas pelas chuvas e ficar atento a meteorologia para se prevenir e evitar mais prejuízos.

 

FOTO: Rovena Rosa/Agência Brasil

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