A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (PNAD Contínua TIC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2018, comprovou que o celular é o principal canal de acesso à internet no Brasil, atingindo quase todos os brasileiros.
A conexão via aparelho celular aumentou para 98,1% entre 2018 e o ano anterior considerando as pessoas com 10 anos de idade ou mais e que acessaram a internet pelo celular. O percentual se destaca tanto nas zonas rurais como urbanas das cidades. Segundo o estudo, 97,9% daqueles que acessam a internet na zona rural pesquisaram pelo celular.

De acordo com a gerente da PNAD Contínua TIC 2018, Maria Lucia Vieira, a pesquisa foi feita a partir do acesso das residências à internet por qualquer aparelho. Foi detectado que 79,1% dos domicílios têm acesso à rede mundial de computadores e esse percentual apresentou crescimento em razão do uso dos smartphones.

Celular em evidência

O estudo foi realizado considerando um total de 181,9 milhões de pessoas com acesso à internet e à televisão nos domicílios e do acesso à internet e à posse de telefone móvel celular para as pessoas de 10 anos ou mais de idade.
Com base nesse perfil, 79,3% dos brasileiros têm aparelhos celulares para uso pessoal, com ou sem internet. Já em relação àquelas pessoas que não têm celular, 28% justificaram o preço alto de um aparelho celular.

Outros 24,2% dos entrevistados pontuaram falta de interesse em adquirir o aparelho mobile e 19,8% justificaram que não sabem manuseá-lo. Ao todo, 16,6% alegaram não ter celular uma vez que costumam usar o aparelho de outras pessoas.

Em queda

Diante à ascensão do celular, os demais equipamentos para acesso da internet, mobile ou não perderam espaço entre os usuários. Uma queda de 56,6% para 50,7% foi percebida no uso de desktops para acessar a internet. Já o uso de tablets sofreu decréscimo de 14,3% para 12% entre os dois anos de comparação.

É possível perceber que a presença de tablets é mais inferior do que a de computadores nos domicílios. O estudo do IBGE ainda aferiu que o rendimento médio per capita é um importante indicador para a presença desses aparelhos. Em 2018, era de R$ 957 para os domicílios que não tinham nem microcomputador, nem tablet e de R$ 2.404 para os que tinham pelo menos um deles.

Ainda segundo as informações do Instituto, o rendimento médio dos domicílios somente com tablet era de R$ 1.305, enquanto que o dos que tinham somente microcomputador, de R$ 2.046, alcançando R$ 3.798 nos que tinham ambos.

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TVs

Grande parte dos brasileiros usa a internet para assistir vídeos e acessar aplicativos de streaming por exemplo. Esse boom pode justificar o crescimento do uso de aparelhos de TV também para esses fins.
A PNAD mostrou que as pessoas que acessaram a internet pela TV no período representaram um percentual de 16,3%, em 2017 para 23,1% em 2018.

“Um dado interessante é o crescimento do acesso à rede por meio das TVs e isso está alinhado com os motivos para acessar a internet. Uma das principais finalidades que as pessoas alegam, além de enviar e receber mensagens, é assistir a vídeos e séries”, disse Maria Lucia à Agência Brasil.

A pesquisa ainda identificou crescimento nos domicílios com TV de tela fina, passando de 69,8% para 74,3%. As casas com TV de tubo, por sua vez, sofreram retração de 38,8% para 31,9%.

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