A carne vermelha é um dos alimentos mais consumidos no Brasil, mas um dado tem preocupado o mercado. Com a alta nos preços do quilo, o produto apresentou a menor queda percentual de vendas em 25 anos. Bom para outros alimentos proteicos como o ovo, que teve aumento no consumo como substituição na mesa do consumidor.

De acordo com os dados divulgados pelo governo brasileiro, a estimativa é que cada pessoa esteja consumindo 26,4 kg de carne bovina, em média, desde que a pandemia começou. Isso representa uma diminuição aproximada de 14% no comparativo com o ano de 2019 (antes da pandemia).

Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no primeiro quadrimestre deste ano o consumo per capita de carne vermelha registrou queda de 4%. E claro que este cenário foi estabelecido como mais um dos reflexos negativos da pandemia.

Os preços subiram muito com aumento médio de até 35% nos últimos 12 meses até abril. Associado ao desemprego e a perda de renda, o consumidor passou a mudar os hábitos e escolher outras refeições que pesem menos para o bolso.

Carne vermelha x Ovo

Nessas mudanças alimentares, o consumidor passou a incluir com maior frequência o ovo como substituto da carne vermelha. Justamente por isso, o consumo do item passou a alcançar o maior índice das duas últimas décadas.
Em contrapartida, o ovo também encareceu, embora ainda seja uma opção infinitamente mais barata em relação à carne bovina, suína e até o frango.

Enquanto há 20 anos a média de consumo do ovo era de 94 unidades por ano, em 2010 esse índice subiu para 148. No ano passado, o consumo per capita foi de 251 ovos por ano. O mercado sinaliza que esse consumo supera a média mundial, que é de 230 ovos.

O varejo alimentar deve se atentar a essas novas escolhas alimentares e conseguir explorar melhor os produtos que podem substituir a carne. Além do ovo, o consumidor pode recorrer a leguminosas como grão-de-bico, lentilha e feijões. Cereais integrais e sementes também são ricos em proteínas e outros nutrientes.

Essa é a hora de repensar o sortimento e tentar compensar a queda nas vendas da carne. A orientação ao consumidor sobre essas substituições e a exposição dos produtos de forma mais estratégica dentro da loja podem ser um diferencial muito bom para impulsionar as vendas.

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