Mais do que um bom gerenciamento das finanças da loja, ter sucesso no negócio demanda boas vendas. E para conseguir vender é primordial que os colaboradores estejam preparados e aptos para oferecer um ótimo atendimento ao cliente e deixá-lo satisfeito.

A capacitação dos vendedores é necessária para não deixar nenhum ruído de comunicação entre a loja e o público-alvo e proporcionar a fidelização deste público. O problema é que nem sempre, para o pequeno e médio varejo, é possível destinar o investimento necessário para treinar equipe, especialmente quando o negócio ainda é novo e com pouca margem de lucro.

Então, como capacitar a equipe da loja sem gastar muito? O portal Vitrine do Varejo separou algumas dicas práticas para ajudar o lojista a planejar o desenvolvimento de seu pessoal. Confira abaixo:

 

Situação 1 – “Eu quero treinar a minha equipe e tenho um pouco para investir”

Se a empresa tem um pouco em caixa para contratar um serviço especializado, o mercado hoje oferece uma série de opções para capacitação. A contratação é ainda mais indicada quando se é iniciante no mercado varejista e precisa começar do zero, com as noções básicas de vendas e atendimento ao cliente.

Esses treinamentos podem ser realizados na empresa ou em ambientes externos. Mas vale lembrar que hoje, com o crescimento de cursos e treinamentos online, é mais barato optar por cursos especializados via internet.

No formato e-learning ou à distância, esse formato pode ser uma opção mais barata e prática aos colaboradores e à empresa devido à flexibilidade para ajustar os horários. Os cursos podem ser ofertados por meio de vídeos, palestras e atendimentos virtuais para auxiliar na troca de experiência com os colaboradores.

É sempre uma questão de avaliar o perfil e disponibilidade da loja. Por exemplo, aqui na Universidade Martins do Varejo – que carinhosamente chamamos de UMV, onde criamos os conteúdos para a Vitrine do Varejo – separamos os cursos por perfil de negócio. Segue alguns exemplos para ilustrar:

 

1 – O pequeno e médio varejista sem investimento em treinamento

O Flix do Varejo, uma plataforma de educação e entretenimento, é voltada para varejistas que buscam compreender os assuntos básicos de loja e que, ao mesmo tempo, não tem muito tempo e investimento disponível para aplicar. O resultado é uma plataforma com séries que misturam educação e entretenimento, para que o varejista possa usar um pouco de seu tempo e de sua equipe para aprender sobre vários assuntos essenciais para o funcionamento da loja.

 

2 – O médio e grande varejista que quer investir em especializar sua equipe

Aqui, a Universidade decidiu criar um programa com vários módulos para capacitar presencialmente equipes inteiras. O nome deste modelo é Eureka, e trata-se da contratação de módulos de treinamento para várias áreas do negócio. Os estudos de caso são aplicados na loja, com informações da própria loja, para que os gerentes e colaboradores possam entender com precisão o que significam os conceitos trabalhados em sala. E claro, para que o aprendizado tenha uma probabilidade maior de ser aplicado com o tempo.

 

3 – O médio e grande varejista que quer investir em profissionalizar os tomadores de decisão da loja

Apesar da matéria falar sobre baixo custo, é interessante saber os diferentes níveis de treinamento que uma loja pode ter, só por questões didáticas. Por isso falaremos aqui sobre o programa Avance, que é um dos programas mais especializados para o varejo. Ele é voltado para a linha de sucessão de mercado e, principalmente, para capacitar os futuros tomadores de decisão na tarefa mais difícil do negócio: o planejamento estratégico e sua execução.

Um treinamento para este público tem que ser mais detalhista e técnico, identificando qual é a necessidade de gestão do negócio para então trabalhar ferramentas para auxiliar na tomada de decisão em vários segmentos do varejo e em vários setores da empresa.

Claro, existem diversos modelos de treinamento. Mas, para fins de aprendizado, estes são os que temos grande afinidade e conforto para falar sobre.

 

Situação 2 – “Quero treinar minha equipe mas não tenho dinheiro para investir”

 

 

Acontece nos melhores negócios: alguns meses que a venda não vai bem acabam arrastando as finanças da loja, mesmo na época de bons resultados. Não é por isso que sua equipe precisa ficar sem amparo! Nos próximos tópicos falaremos de boas práticas que donos de negócio podem aplicar para desenvolver sua equipe.

 

1 – Pratique sintonia e compartilhamento

Entre as alternativas para fazer a capacitação da equipe também está a realização de grupos de estudo para reunir os colaboradores de vários setores da loja para compartilhamento de ideias e ações que podem auxiliar no sucesso das vendas e nos processos internos da empresa. Além disso, essa é uma ótima oportunidade para promover a integração entre os funcionários da empresa e gestores.

Há ainda a opção de oferecer treinamentos às equipes ministrados pelos próprios colaboradores, aqueles indivíduos que tem conhecimento e domínio dos assuntos que precisam ser tratados. Além de não demandar despesas, a iniciativa contribui para a sintonia no ambiente de trabalho, já que todos falarão uma língua só.

 

2 – Troca de experiência

Conversar e vivenciar situações semelhantes ao negócio também podem ser mecanismos eficientes para capacitar a equipe. Por meio de parcerias ou até mesmo da “política da boa vizinhança”, o varejista poderá visitar outras empresas junto à equipe para discutir temas e recursos que poderiam ser aplicados de forma eficiente na loja. A troca de experiência proporciona estreitar relacionamentos com o mercado e contribuir para a evolução do varejo como um todo.

 

3 – Incentivando a leitura

Conhecimento nunca é demais. O mercado vive em constante mutação e se sobressaem aqueles que acompanham as mudanças e buscam conhecer cada vez mais sobre o ambiente, produtos e serviços ofertados. Diante disso, incentivar a leitura aos colaboradores é cada vez mais usual no meio mercadológico.  O varejista pode e deve indicar à equipe artigos, reportagens, livros e e-books, por exemplo, com temas importantes e que podem ser aplicados na rotina da empresa.

Além de ser uma iniciativa de baixo custo, pode-se ainda criar um canal interno de comunicação para discussão de uma leitura em comum, incentivar o conhecimento e compartilhamento de conteúdo informativo.

 

4 – Rotatividade de funções

Outra maneira prática e nada onerosa de se capacitar a equipe está na mudança de funções e setores. O rodízio ajuda a incentivar os funcionários a aprenderem outras funções e estimular neles novas habilidades. A partir daí, é possível identificar em qual área o funcionário tem maior aptidão e ainda favorece a troca de experiência entre a equipe.

Infelizmente, na correria diária, as vezes é difícil implementar práticas como essas. Requer um compromisso de tempo e esforço por parte do time de gestores e colaboradores. Na nossa experiência, para aumentar o sucesso de ações como essas, é crucial que elas tenham incentivo constante dos donos, diretores ou gerentes das equipes.

 

 

Quer uma dica prática de como começar uma cultura de aprendizado na empresa? Reserve 15 minutos por dia para criar duplas de discussão na empresa, preferencialmente de dois setores bem diferentes. Assim não precisa parar a operação inteira e todos os funcionários diariamente aprendem algo novo ou aprimoram o funcionamento do próprio cargo. Essa prática é de fácil manutenção e ajuda no envolvimento de uma área com a outra.

E aí, acha que sua equipe se daria bem com as práticas citadas acima? Se tiver alguma dúvida ou quiser sugerir algum assunto, envie um e-mail para umv@martins.com.br com o assunto “Matérias para a Vitrine do Varejo”.

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