O chocolate é um dos produtos mais consumidos no mundo. No Brasil, esteve presente em 73% dos lares brasileiros em 2020. É o que aponta uma pesquisa do Instituto Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab).

Os dados analisados são do primeiro semestre de 2020, durante a pandemia da Covid-19, com o mesmo período do ano anterior. A pesquisa também mostrou que, mesmo com uma queda de 11,8% em relação a 2019, a média de chocolate consumida por residência foi de 3,8Kg. Já as idas ao ponto de venda para comprar chocolate se manteve, ficando em 4,4 vezes.

Conforme o presidente da Abicab, Ubiracy Fonsêca, os números apresentados na pesquisa são importantes para que o setor busque continuar focado nas vendas. “Apesar da retração no volume, esperada em função do cenário, o hábito de consumo se mantém, o que é importante para a retomada”, disse.

Mudança na forma de consumir

Ainda de acordo com os dados da pesquisa da Kantar, houve uma mudança na forma de comprar dos consumidores, com foco no abastecimento. O autosserviço (mercado), que representou 36,6% do volume no semestre, ganhou 3,3 milhões de novos lares. O crescimento neste canal foi puxado especialmente pelo pequeno varejo.

“As embalagens maiores são privilegiadas nesse contexto. Pois o perfil de público atual busca os produtos que favorecem as situações de compartilhamento, o que difere da situação pré-pandemia, em que o consumo fora de casa favorecia as porções individuais. A indústria acompanha essas mudanças e possui um amplo portfólio para atender as necessidades do consumidor”, explica Fonsêca.

Os varejistas, principalmente os pequenos, devem se atentar às formas de gerar interesse dos consumidores para o comércio de chocolate. Uma das ações que resultaram nos números apresentados pela pesquisa da Kantar foi a parceria da Abicab com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), com uma campanha de Páscoa.

“Estendemos a comercialização de ovos de Páscoa do dia 12 de abril até o fim daquele mês para possibilitar aos consumidores, de uma forma geral, acesso aos ovos de chocolate”, explicou Ubiracy Fonsêca.

Outras ações, como a instalação de quiosques, ajudaram na manutenção das vendas enquanto shopping centers estavam fechados por causa da pandemia.

Oferta de chocolate

Para atrair mais consumidores, as empresas têm se adequado para oferecer chocolate para o mercado. Além da mudança nas embalagens, algumas têm feito mudanças em seus canais de venda, distribuição e marketing.

Dois pontos fazem com que o mercado nacional de chocolates se mantenha otimista frente a outros países. Um é que o Brasil produz cacau, leite e açúcar, principais matérias-primas para a produção do alimento.

O outro é o fato de as grandes multinacionais do setor estão instaladas em terras brasileiras, empregando cerca de 24 mil pessoas de forma direta.

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