Os produtos alimentícios da categoria de congelados passaram a ter uma nova importância no carrinho de compras dos consumidores. Como sabemos, a pandemia da Covid-19 forçou mudança nos hábitos de consumo. Além disso, influenciou em muitos setores do varejo mundial, como foi o caso de congelados.

Uma das edições da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), revelou que até setembro de 2020 pouco mais de 8 milhões de brasileiros estavam trabalhando em home office.

Isso quer dizer que grande parte da população começou a fazer suas refeições em casa. E também como pratos prontos e lanches rápidos, movimentando o setor de congelados e itens semi preparados.

O aumento na procura foi sentido por grandes marcas como Sadia, Seara, Pif Paf e Perdigão. O diretor executivo de trade e marketing da Seara, José Cirilo, destacou que no primeiro momento do isolamento social houve consumo indulgente. Em seguida, o shopper se encontrou no prazer de cozinhar e os itens in natura ganharam mais o mercado.

Mas o consumo de congelados não é algo pontual da pandemia. Alguns fatores já vinham ocorrendo e permanecem influenciando no interesse de comprar essas categorias. Por exemplo, praticidade, agilidade e considerando algumas tendências apontadas pelo próprio mercado.

Mais que agilidade, conveniência

O shopper tem buscado pratos prontos inovadores e que ofertem qualidade e conveniência. Ao mesmo tempo que ele precisa atrelar a rotina de trabalho remoto com a facilidade de uma pausa para o almoço ou qualquer outra refeição em casa.

“Verificamos uma demanda crescente por produtos mais convenientes. Tanto aqueles que facilitam a vida do consumidor ao substituir refeições do dia a dia em casa como também produtos para o consumidor fazer seu happy hour em casa, como salgadinhos e petiscos, assim como produtos que facilitam o preparo culinário em casa, como frango desfiado, bacon em cubos e fatiados”, comentou o diretor de marketing da Pif Paf, Marcelo Assaf .

O especialista citou, além de pratos prontos, os empanados de frango, hambúrgueres, salgadinhos congelados e petiscos como alguns dos itens que passaram a ser mais demandados pelos consumidores.

Não à toa, a fabricante percebeu que houve crescimento de embalagens mais convenientes. Como os alimentos cortados e congelados individualmente, para facilitar o preparo em casa.

Congelado, porém saudável

A saúde continua em voga e também tem sido um dos pré-requisitos notados pelo mercado na hora de o consumidor escolher os alimentos desejados. As grandes marcas também estão notando crescimento na procura por produtos orgânicos congelados e veganos, de cortes especiais, e percebendo que o consumidor está atento aos dados nutricionais.

Um exemplo desse perfil de consumo são as batatas fritas congeladas e pães de queijo. Essas compras, geralmente, ocorrem por produtos que tenham menor percentual de gordura. Nesse sentido, se destacam ainda os alimentos à base de plantas (vegetais).

“Em um futuro próximo, haverá uma valorização cada vez maior de propostas voltadas à saudabilidade, naturalidade e sustentabilidade na categoria de alimentos congelados, que tem o desafio no Brasil de ser cada vez mais acessível e percebida como não artificial mesmo sendo processada e congelada”, destacou Assaf.

Um consumidor multicanal

Até para o consumo dessas categorias, o perfil do consumidor omnichannel prevalece. Há busca por esses alimentos nos canais virtuais e também com pedidos delivery.

A Seara, por exemplo, chegou a desenvolver uma loja virtual, a partir da utilização da tecnologia de geolocalização e com a parceria de aplicativos de entrega, para conseguir atingir a essa parcela crescente que precisa ser assistida pelo varejo alimentar.

Leia também:

Vendas online devem crescer o superior a 25% em 2021; oportunidade para o seu negócio
Geração Z: prepare sua loja para vender para esse público

Conteúdo Relacionado

varejo
Varejo Alimentar

Varejo: como direcionar as estratégias para a reta final do ano

15.dezembro

É normal que você, do varejo, ainda esteja fazendo as contas para saber como as finanças da loja fecharão neste ano atípico de crise causada pela pandemia. Ao mesmo tempo que já começa a ficar aflito desde já pelas incertezas do ano que está por vir. Ter um ponto de partida é a primeira coisa […]

Derivados de plantas
Varejo Alimentar

Derivados de plantas ganham preferência dos consumidores

05.dezembro

Os alimentos derivados de plantas e vegetais podem ser incremento interessante para destacar nas gôndolas da loja. Isso mesmo! Essas categorias têm ganhado a preferência dos consumidores brasileiros. É o que mostrou um estudo da Consultoria Opinaia em parceria com a líder mundial no mercado de soluções em ingrediente, Ingredion. De acordo com a pesquisa, […]

pexels-anna-shvets-3962290
Varejo Alimentar

Comércio varejista sobrevive à pandemia e bate recorde de vendas

20.outubro

A pandemia da Covid-19 afetou sistematicamente diversos setores da economia mundial. Porém, no Brasil, alguns setores conseguiram resultados positivos mesmo diante de um cenário econômico desfavorável, com cidades em isolamento social, empresas fechadas e comerciantes quebrando a cabeça para manter as portas abertas. É o caso do  comércio varejista. Depois de recuos indicativos em março […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *