Fidelize clientes e reduza custos de operação. O gerenciamento de categorias deve constar entre as prioridades da loja para facilitar o processo de compra do cliente e impulsionar os lucros, transmitindo a mensagem de organização.

A estratégia ajuda ainda a alinhar o perfil de consumo do público e a garantir otimização dos espaços nas gôndolas, evitando eventuais perdas e rupturas.

É justamente por beneficiar as duas partes – consumidor e varejistas – que essa metodologia deve ser aplicada no ponto de venda, independente do porte ou segmento. O portal Vitrine do Varejo selecionou algumas dicas cruciais para te auxiliar a fazer uma boa gestão de categorias.

#1: Conheça suas categorias

O ponto de partida é saber quais as categorias têm maior relevância para loja. Para aferir isso é bom saber qual a margem bruta em valor real, ou seja, quanto maior a margem em R$ de uma categoria, maior será a importância dela para o funcionamento da loja. Além disso, são itens que integram essa categoria que vão definir a percepção que o cliente terá da loja.

#2: Tenha poucas marcas

Trabalhar com um número reduzido de marcas é uma grande saída, já que o ponto de venda tem espaço limitado. A quantidade de marcas depende de vários fatores, mas um balizador simples para selecioná-las pode ser a relevância da categoria na contribuição da rentabilidade da loja.

As categorias mais relevantes permitem uma quantidade maior de marcas e skus, ao passo que as categorias menos importantes devem ter um número de marcas reduzido, sendo que em sua grande maioria apenas uma única marca com poucos SKU’s.

#3: Planograma

O varejista precisa entender que desenvolver um planograma para cada categoria é muito importante para trazer resultados para a loja com uma boa exposição de produtos.

Após avaliar o sortimento e desenho dos planogramas, os repositores precisam tê-los em mãos e utilizar diariamente, que seja até com uma cópia impressa. Hoje, a maior dificuldade de um projeto de gerenciamento de categorias é a manutenção do espaço de cada item na gôndola.

#4: Exclua produtos

Vamos pensar nessa situação: a loja que conta com 9.000 skus tem, em geral, 14% de seus itens, algo em torno de 1.270 produtos responsáveis por apenas 1% da margem bruta da loja. Esse mix está ocupando o precioso espaço de exposição e gerando custos com administração de estoque e capital de giro parado por causa dos itens que vendem muito pouco.

Os lojistas precisam identificar quais são esses itens e fazer o processo de exclusão. Desse modo, haverá capital e espaço para investir em produtos que possam trazer maior rentabilidade à loja.

#5: Incluindo novos itens

O excesso de skus e marcas de uma loja são consequência direta da não aplicação dessas regras. Ao introduzir um novo produto, o lojista deve levar em conta o impacto que esse produto causará na categoria: preço de venda, margem, volume de vendas e qual o resultado frente os concorrentes. Se o novo produto melhorar o desempenho geral da categoria, ele pode ser incluído, caso contrário, via de regra não vale a pena a sua inclusão.

Existem algumas exceções, como o fato do produto ser novo no mercado, ou estratégico para a loja ou um lançamento com muita mídia. Esses casos devem ser tratados pontualmente.

Apesar de parecer um fluxo complexo, a gestão de categorias deve ser uma prática diária dentro da loja e não apenas para aumentar o desempenho das vendas, mas fidelizar a clientela, conquistar novos públicos e reduzir custos da operação.

Dica bônus: ferramentas disponíveis para te ajudar na GC

A plataforma Maxmix fornece uma análise completa do sortimento da sua loja e gera um relatório com sugestões de como administrar suas categorias. No relatório final você terá dicas de como administrar cada item da loja, como “este item está com a margem ok”, “aumentar margem” ou “considerar permanência do item na loja”. Além disso gera planogramas personalizados para cada categoria da sua loja. Conheça mais no vídeo abaixo:

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