Movimentado pelas novas necessidades que surgiram com a pandemia, o varejo farmacêutico vem se consolidando como a mola propulsora da economia brasileira. O cenário da Covid-19 trouxe ainda o pensamento de que a realidade de consumo mudou e é preciso que o varejista passe a inovar mais as vendas, ofertando experiência ao cliente.

Praticidade, orientação, conveniência, saúde e qualidade de vida são apenas alguns dos quesitos que devem ser considerados para remodelar o negócio. Diante desse cenário, fica claro perceber algumas tendências que vão nortear os negócios do segmento em 2021.

Desde a digitalização dos meios de pagamento até investir em um “minicentro de saúde”, se é que podemos definir assim, as ações adotadas pelo varejo farmacêutico vão impactar diretamente no sucesso dos negócios.

Atente-se aos meios de pagamento

O Pix já vem sendo aderido por muita gente e veio para ficar. No mês de janeiro, o sistema de pagamento instantâneo registrou 40 milhões de pessoas físicas contempladas por alguma transação. Além de ser rápido, o sistema permite fazer as transferências a qualquer hora e dia da semana.

O contactless – pagamento por aproximação – vem como forte tendência para 2021 também. Atrelada à necessidade de prevenção e cuidado contra a Covid-19, a tecnologia vem sendo muito utilizada porque priva o consumidor de ter contato com a maquininha de cartão.

A lista também contempla pagamentos também via aplicativos, com a opção de envio de links, QR Code ou cashback. Neste último caso o cliente vai acumulando os valores à medida que compra e reverte depois em novas aquisições na loja.

Farmácia digitalizada e tecnológica

O ponto de venda se viu forçado a estar ainda mais conectado no último ano. Com isso, as farmácias começaram a vender mais por meio dos canais virtuais, principalmente o WhatsApp. Essas vendas digitais vão continuar se fortalecendo em 2021, assim como os pedidos entregues em casa.

Importante considerar a parceria com aplicativos de entrega que ampliam a prestação do serviço ao canal farmacêutico. O shopper está saindo o mínimo possível de casa e o que você puder fazer para facilitar a venda, ele vai valorizar.

Essa digitalização vai além da venda por aplicativos ou redes sociais. Esbarra também nas inovações tecnológicas. Investir em tecnologia é essencial para gerir melhor a loja, desde o estoque ao pagamento dos produtos, evitando a perda de tempo e de dinheiro.

D2C a todo vapor

Também vem ganhando destaque o chamado atendimento D2C – direct to consumer. Essa tendência possibilita que a indústria farmacêutica faça a venda direta para o consumidor final, sem necessariamente depender de intermediários para isso.

Ruim para o negócio varejista? Nem tanto, pois há oportunidades. Por exemplo: já há lojas locais e de menor porte que começaram a ceder um determinado espaço para uma gôndola exclusiva da indústria.

Aí o cliente consegue comprar pelo aplicativo, pagar e a farmácia receber parte da venda. Com isso, o varejo precisa se remodelar e passar a pensar na farmácia para além de um simples ponto de venda.

Hubs de saúde

Talvez essa seja a mais importante tendência de mercado de 2021: as farmácias como hubs de saúde. Essa forte tendência norte-americana já está se estabelecendo no Brasil. E parte da ideia de transformar as farmácias em anexos de assistência de saúde primária.

Conforme a Abrafarma, entre as redes associadas, já são 4.518 farmácias com salas e consultórios em operação no Brasil, com mais de 14 mil farmacêuticos prestando serviços, ao invés de se dedicar apenas às vendas. Até outubro do ano passado, 5,2 milhões de atendimentos foram realizados.

Os serviços prestados podem ser voltados à detecção de riscos como, por exemplo, a realização de testes contra a Covid, e dado depois o devido encaminhamento do paciente para uma unidade de saúde. Além disso, ações de prevenção e imunização e avaliações de saúde, como aferição de pressão, temperatura e afins.

Esse modelo de negócio é uma ótima oportunidade para o varejo farmacêutico. Além de lucrativo, auxilia no acesso maior da população à saúde e qualidade de vida.

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