A corrida pela cura da Covid-19 começa a dar reflexos em todo o mundo e a expectativa para vacina no Brasil também é grande. O governo federal já sinalizou que a imunização nacional pode começar ainda neste início de 2021 e muitos estados e municípios já começaram, por conta própria, a negociar com os laboratórios as doses. Mas qual o impacto disso para o varejo?

2021 já começou com a ameaça de uma segunda onda do novo coronavírus e muitas localidades já voltaram a fechar o comércio para tentar frear a contaminação e os casos crescentes da doença. Com isso, as incertezas e preocupação também voltam a ganhar a atenção dos varejistas.

Mas com a chegada da vacina, as expectativas são boas entre os especialistas do setor. Por mais que a recuperação definitiva do mercado vai ocorrer de forma gradativa no período pós-crise, há esperanças de uma melhora da economia e, consequentemente, do consumidor mais presente nas lojas físicas, mas sem abandonar o novo comportamento de comprar cada vez mais virtualmente.

Varejo físico não vai acabar

Em um evento organizado pela Mundo do Marketing e Kmaleon, o fundador da Varese Retail, Alberto Serrentino, destacou algumas tendências para 2021. Também ampliou a perspectiva mais otimista para o segundo semestre do ano, levando em consideração o potencial das vacinas para destravar a economia mundial.

A partir de então, ele acredita que haveria uma alta nas categorias de varejo mais reprimidas pela pandemia. Além de estabilização de outras, como a construção civil.

Reforçou ainda que, embora haja a ideia de ameaça à loja física com a ascensão do e-commerce, a modalidade mantém sua importância estratégica para o mercado varejista.

“O varejo precisa se desprender da ideia de que a loja física é um ponto isolado. Esse pensamento leva a um papel equivocado que ela terá no futuro do varejo. Se o ponto de venda for reimaginado como um ‘hub de experiências e serviços’, somada à capacidade de manter presença de marca e de atendimento à demanda, a loja terá um futuro brilhante”, comentou Serrentino no evento.

Consumidor mudou. É preciso se adaptar!

De acordo com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), o consumidor pós-vacina voltará às compras. Porém, sem abandonar algumas conquistas adquiridas durante a pandemia. E é exatamente por isso que o varejo vai precisar se adaptar a essa nova versão. E se reinventar perante um universo consumidor ainda mais digitalizado.

Para o presidente da entidade, Eduardo Terra, as lojas vão precisar traçar estratégias a partir do ponto de vista do cliente. “Empresas com essa visão conseguem entender, por exemplo, a importância do WhatsApp na comunicação com o cliente e, por isso, desenvolveram meios de comunicação e vendas baseados no aplicativo, com muito sucesso”, exemplificou.

A integração da loja física e digital também vai ser uma estratégia importante para o varejo pós-vacina. Isso porque a transformação digital trouxe a necessidade de atualização dos tradicionais modelos de negócio.

“As empresas de sucesso deixaram de lado modelos rígidos, abraçaram a flexibilidade, testam constantemente e procuram entender o que podem fazer pelo consumidor”, destacou o presidente da SBVC.

Socialmente conectado

Um ponto importante que a pandemia mostrou é que vender pelas redes sociais é prático e rentável. Com as restrições para o isolamento social, muitas lojas foram forçadas a manter o relacionamento com o cliente pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Tanto que as plataformas passaram a profissionalizar seus recursos para atender essa demanda do setor de varejo e serviços.

O varejista não poderá abrir mão desses canais. Até porque o shopper também se habituou à facilidade de pesquisar preços e fazer seus pedidos dessa forma.

Vendedores e atendentes do futuro

Por fim e ainda mais importante: se o varejista e a loja precisam repensar seu papel no mundo pós-Covid. Além disso, os funcionários também terão que se adaptar. A pandemia também veio revelar que as vendas se tornaram secundárias.

Saber se relacionar com os consumidores e apostar em um atendimento mais humanizado vão ser condutas assertivas para a loja do “futuro presente”.

Quer receber conteúdos como este gratuitamente e em primeira mão? Assine nossa newsletter.

Leia também:

Loja física segue na preferência do consumidor
Online: varejo em alerta para o e-commerce em 2021

Conteúdo Relacionado

varejo
Varejo Alimentar

Varejo: como direcionar as estratégias para a reta final do ano

15.dezembro

É normal que você, do varejo, ainda esteja fazendo as contas para saber como as finanças da loja fecharão neste ano atípico de crise causada pela pandemia. Ao mesmo tempo que já começa a ficar aflito desde já pelas incertezas do ano que está por vir. Ter um ponto de partida é a primeira coisa […]

higiene-e-beleza.
Varejo Alimentar

Produtos de higiene e beleza ganham destaque no consumo

02.abril

O isolamento social e as demais medidas determinadas pelas autoridades a fim de conter a propagação do coronavírus incidiram sobre o varejo brasileiro. Algumas categorias passaram a receber maior atenção dos consumidores e foram ainda mais priorizadas no carrinho de compras. É o caso dos itens de higiene e beleza. São produtos considerados essenciais para […]

panetone
Varejo Alimentar

Panetone: estimativa é que venda do produto cresça cerca de 10% este ano

17.novembro

As vendas de final de ano começam a ficar aquecidas. E um grande protagonista do período precisa ser destacado: o panetone. A Associação Brasileira da Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimap) estima que as vendas do produto cresçam cerca de 10% em relação ao ano passado, podendo movimentar cerca de […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *